quinta-feira, junho 4, 2026

Lula conversa com Trump sobre Venezuela, acerto de visita a Washington, incertezas sobre integrar Conselho da Paz e defesa de reforma do Conselho da ONU

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Ligação de 50 minutos tratou de estabilidade regional, ajuda humanitária, preocupações sobre estatuto do Conselho da Paz, e diálogo sobre reforma do Conselho de Segurança

A conversa entre os presidentes teve tom diplomático e foco em evitar escalada da crise na região.

Ao longo do contato, foram citadas questões humanitárias e a busca por soluções multilaterais para a Venezuela.

A troca também abriu caminho para um encontro presencial em Washington, nos próximos meses, segundo relatos oficiais, conforme informação divulgada pelo g1.

Detalhes da ligação e o agendamento da visita

Segundo o Planalto, a troca telefônica durou “50 minutos”, e marcou a primeira conversa direta entre os dois desde a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, conforme noticiado pelo g1.

Na ligação, houve acordo para que o presidente brasileiro faça uma visita a Washington em data a ser definida, mas os governos combinaram que a agenda será confirmada apenas após compromissos de Lula na Índia e na Coreia do Sul, previstos para fevereiro.

O registro oficial relata que os presidentes trocaram impressões sobre a situação venezuelana e avaliaram positivamente as perspectivas econômicas bilateralmente.

Conselho da Paz, reservas brasileiras e condicionamentos

O convite do governo dos Estados Unidos para que o Brasil participe do chamado Conselho da Paz entrou na pauta, mas Lula não confirmou adesão imediata ao novo órgão.

O presidente propôs que a iniciativa se limite a temas humanitários e à situação da Faixa de Gaza, e que preveja um assento para a Palestina nos debates.

Fontes da diplomacia ouvidas pela TV Globo relataram ao g1 que o governo brasileiro não tem pressa para responder ao convite, e que é provável o envio de pedidos de esclarecimento técnico sobre eventuais brechas jurídicas do estatuto apresentado por Washington.

Na avaliação oficial, um conselho que nasce com presidência fixa dos Estados Unidos e apoio explícito de apenas um lado do conflito levanta preocupações sobre imparcialidade e caráter multilateral da iniciativa.

Posicionamentos e defesa de reformas multilaterais

Lula voltou a criticar a ação militar em seu entorno, qualificando o episódio como “falta de respeito” e afirmando que a América Latina “não vai abaixar a cabeça para ninguém”, conforme divulgado pelo g1.

O presidente também disse que o mundo vive um momento “muito crítico” do ponto de vista político, e afirmou que a “Carta das Nações Unidas (ONU) está sendo ‘rasgada'”, segundo os relatos oficiais citados pelo g1.

Em sua fala durante a ligação, Lula defendeu uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas, com ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança, pauta que ele leva desde o primeiro mandato.

Cooperação econômica e segurança

Além de temas políticos, os presidentes conversaram sobre a situação econômica dos dois países e demonstraram otimismo quanto às perspectivas de crescimento conjunto.

Foi destacada a redução de parte das tarifas sobre produtos brasileiros, e houve acordo em aprofundar cooperação em repressão à lavagem de dinheiro, combate ao tráfico de armas, congelamento de ativos de grupos criminosos e intercâmbio de dados sobre transações financeiras.

O Planalto informou que essas propostas foram bem recebidas pelo governo norte-americano, e que os contatos seguirão em nível técnico para efetivar os acordos discutidos.

Esta reportagem está em atualização, conforme informação divulgada pelo g1.

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