Levantamento mostra dorsalgia com 237.113 pedidos, outros transtornos de discos com 208.727 afastamentos e mais de 546 mil casos por saúde mental, conforme g1
O Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos.
A tendência de alta nos pedidos de benefício por incapacidade temporária ficou mais nítida, com as doenças da coluna liderando as concessões e as questões emocionais ganhando peso entre os motivos de licença.
Dorsalgia teve 237.113 pedidos concedidos, outros transtornos de discos intervertebrais, como hérnia de disco, somaram 208.727 afastamentos, e o país registrou mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025, conforme informação divulgada pelo g1.
Principais causas dos afastamentos
As dores nas costas e os problemas na coluna continuam no topo das causas de afastamento. Segundo o levantamento, a dorsalgia (a dor nas costas) foi a principal causa de afastamento de licença, com 237.113 pedidos concedidos.
Na sequência, aparecem os transtornos de discos intervertebrais, como a hérnia de disco, responsáveis por 208.727 afastamentos. Além das lesões físicas, as doenças emocionais ganharam espaço e, somadas, ansiedade e depressão já formam o segundo maior motivo de licença no país.
Como o benefício funciona
O benefício é concedido pelo INSS quando o segurado precisa se afastar do trabalho por mais de 15 dias e passa por perícia médica. Durante os primeiros 15 dias, o salário é pago pela empresa, e a partir do 16º dia, caso a perícia reconheça a incapacidade temporária, o trabalhador passa a receber o valor pago pelo INSS.
Para ter direito à licença, o trabalhador precisa apresentar laudos, atestados e exames médicos que comprovem a condição de saúde, e o benefício é concedido enquanto durar a incapacidade, podendo ser prorrogado ou encerrado conforme nova avaliação médica.
Quem tem direito ao auxílio-doença
Qualquer pessoa segurada pelo INSS tem direito ao auxílio-doença, incluindo empregados CLT, autônomos, empreendedores, facultativos ou contribuintes individuais. Caso a pessoa esteja desempregada, ela tem uma carência de 12 meses, no caso de acidente de trabalho, para pleitear o benefício ainda na qualidade de segurado.
Importante lembrar, as estatísticas contabilizam afastamentos, não indivíduos, ou seja, uma mesma pessoa pode ser afastada mais de uma vez ao longo do ano, e cada licença é registrada separadamente.
Impacto e tendências
Os dados revelam duas frentes que elevam os afastamentos: o peso continuado das lesões e dores na coluna e o avanço das doenças mentais. Em 2025, o país bateu novo recorde em licenças por transtornos mentais, reforçando a necessidade de políticas de prevenção e de cuidado com a saúde do trabalhador.
A dorsalgia se mantém no topo do ranking desde 2023, enquanto o aumento dos pedidos por causa emocional mostra que a discussão sobre saúde mental no trabalho se tornou central para entender o absenteísmo e planejar respostas públicas e corporativas.