quinta-feira, junho 4, 2026

Abono salarial PIS/Pasep 2026: início em 16 de fevereiro, calendário completo e passo a passo, quem tem direito com novo limite corrigido pela inflação, impacto para 26,9 milhões e R$ 33,5 bilhões

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Veja quando será liberado o abono salarial PIS/Pasep 2026, quem recebe, até quando sacar e as novas regras de renda que reduzem beneficiários ao longo dos anos

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa no próximo dia 16 de fevereiro. A primeira etapa beneficia trabalhadores nascidos em janeiro, e os valores estarão disponíveis durante todo o calendário anual.

Para receber, o trabalhador precisa atender aos requisitos do programa, incluindo limites de renda e tempo de serviço no ano-base, conforme as regras atualizadas pelo governo.

Os dados oficiais indicam que a estimativa é de 26,9 milhões de trabalhadores e um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos ao longo de 2026, conforme informação divulgada pelo g1.

Calendário, datas e prazos de saque

O calendário de 2026 seguirá datas fixas do programa, com liberação sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento, ou no primeiro dia útil seguinte caso a data caia em fim de semana ou feriado.

O início estava previsto para o dia 15, mas a data cai em um domingo, por isso o pagamento começa em 16 de fevereiro. Nesta primeira etapa, o benefício será pago aos trabalhadores nascidos em janeiro.

Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026. O banco de recebimento, a data e os valores estarão disponíveis para consulta nos canais oficiais.

Quem tem direito e as mudanças nas regras

Para ter direito ao abono em 2026, o trabalhador deve ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93, além de outras exigências, como estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos e ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base.

A partir de 2026, o critério de renda para o benefício deixa de acompanhar o salário mínimo, e o limite de renda para ter acesso ao benefício passa a ser corrigido apenas pela inflação (INPC), o que tende a reduzir gradualmente o número de beneficiários.

A previsão do governo é que, até 2035, apenas os trabalhadores que ganharam, no máximo, um salário mínimo e meio por mês no ano-base terão direito ao abono, indicando menor abrangência do programa ao longo dos anos.

Valor do abono e como é calculado

O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço no ano-base. O cálculo corresponde ao valor do salário mínimo vigente dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base.

Assim, apenas quem trabalhou os 12 meses recebe o valor integral de um salário mínimo. Com o aumento do piso, o valor do abono salarial passa a variar de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados.

Como consultar e formas de recebimento

O PIS, pago a trabalhadores da iniciativa privada, é administrado pela Caixa Econômica Federal. Quem tem conta na Caixa recebe automaticamente, e há opções como Poupança Social Digital e saque em terminais com cartão social.

O Pasep, destinado a servidores públicos, é pago pelo Banco do Brasil, preferencialmente por crédito em conta, transferência via TED, via PIX ou atendimento presencial nas agências.

Para consultar a situação do abono, o trabalhador pode usar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, os apps Caixa Trabalhador e Caixa Tem, ou os canais do gov.br. Informações adicionais podem ser solicitadas pelo telefone 158 ou pelo e-mail [email protected], substituindo UF pela sigla do estado.

As regras e o calendário têm o objetivo de preservar o benefício para os que recebem menos, mantendo-o corrigido pela inflação, e evitando a ampliação dos custos públicos com a vinculação ao crescimento do salário mínimo.

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