Azul novo empréstimo, oferta de títulos emitidos por subsidiária nos EUA com garantias sobre Azul Fidelidade, Azul Viagens e Azul Cargo, com ratings B2 e B-, perspectiva estável
A Azul anunciou o lançamento de uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031, medida que busca dar fôlego ao caixa e reorganizar obrigações contraídas durante o processo de recuperação judicial.
A operação pretende, principalmente, quitar um financiamento emergencial tomado no Chapter 11 e, caso haja recursos adicionais, apoiar a reorganização financeira de longo prazo da empresa.
A divulgação ocorre após forte volatilidade das ações da companhia na bolsa, e a empresa ressaltou que a conclusão da oferta depende das condições de mercado.
conforme informação divulgada pelo g1
Detalhes da operação e uso dos recursos
Segundo comunicado ao mercado, os títulos serão emitidos por uma subsidiária da Azul sediada nos Estados Unidos (Azul Secured Finance LLP), mas contam com garantia da companhia e de outras empresas do grupo, o que busca dar segurança aos investidores.
O dinheiro captado será usado principalmente para quitar um financiamento feito durante a recuperação judicial, um empréstimo emergencial que vinha onerando o caixa, e, se houver recursos adicionais, para apoiar a reorganização financeira de longo prazo.
A empresa informou que a conclusão da oferta depende das condições de mercado e que não há garantia de que a operação será finalizada, e que os títulos não serão vendidos ao público no Brasil, nem registrados na Comissão de Valores Mobiliários, conforme a própria companhia divulgou.
Garantias oferecidas aos investidores
Para garantir o pagamento aos investidores, a Azul ofereceu como garantia receitas de áreas estratégicas do negócio, como o programa de fidelidade Azul Fidelidade, a Azul Viagens e a Azul Cargo, além de marcas, propriedades intelectuais e participações em subsidiárias, segundo a nota da empresa.
Essas garantias incluem direitos sobre receitas futuras de unidades consideradas centrais para a geração de caixa, em uma tentativa de tornar os títulos mais atraentes apesar do risco percebido pelo mercado.
Classificação de risco e reação do mercado
O anúncio veio vinte dias depois de ações da empresa despencaram mais de 70% na bolsa de valores, e a empresa já havia registrado, no início de janeiro, que a desvalorização chegou a 90%, conforme dados divulgados.
A Moody’s atribuiu nota B2 à companhia e aos novos títulos, enquanto a Fitch Ratings deu rating esperado B-, ambos são considerados de alto risco especulativo, porém com perspectiva estável, segundo as agências de classificação citadas pela Azul.
Em nota, a Azul afirmou que segue cumprindo as etapas previstas no plano de recuperação, mantendo as operações regulares e o compromisso com a transparência junto a investidores, funcionários e passageiros, e que os recursos captados terão como foco a redução do risco financeiro e o fortalecimento do caixa.
O que isso significa para clientes e investidores
A operação busca reduzir a pressão sobre o balanço e dar mais previsibilidade financeira, mas as notas atribuídas pelas agências indicam que o investimento continua sendo de alto risco especulativo, ainda que com uma perspectiva estável.
Para clientes e passageiros, a companhia garante a continuidade das operações regulares, enquanto investidores terão de avaliar o risco dos novos títulos e a efetividade das garantias oferecidas.
Todas as informações acima foram extraídas de comunicados e do texto publicado pelo g1, e refletem os detalhes divulgados pela Azul sobre a oferta privada e as avaliações das agências de risco.