quinta-feira, junho 4, 2026

Conselho do BRB: renúncia de Marcelo Talarico e Luis Resende enquanto investigação com Banco Master pressiona e assembleia de 19 de fevereiro pode renovar gestão

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Saída de dois membros acelera reconfiguração do conselho do BRB, ocorre em meio às apurações sobre transações com o Banco Master, e antecede assembleia marcada para 19 de fevereiro

Dois conselheiros do Banco de Brasília deixaram seus cargos com efeito imediato, em um movimento que reforça a tensão na administração da instituição.

As saídas ocorrem após o principal acionista, o governo do Distrito Federal, convocar uma assembleia para renovar o colegiado e indicar novos nomes à diretoria.

As informações foram divulgadas em comunicado pela própria instituição, conforme informação divulgada pelo g1

O que aconteceu

Na noite de quarta-feira, 28, Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende renunciaram aos assentos no conselho de administração do BRB, e também deixaram os comitês internos do banco, conforme previsto nas regras da empresa e na legislação vigente.

As renúncias aconteceram cerca de duas semanas depois da convocação da assembleia de acionistas, marcada para 19 de fevereiro, quando serão votados os nomes indicados para o novo colegiado, incluindo Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré.

Contexto, investigação e mudanças na gestão

As trocas na administração do BRB já haviam começado em janeiro, quando Raphael Vianna de Menezes foi eleito presidente do conselho de administração, e Antônio José Barreto de Araújo Júnior assumiu como diretor executivo de finanças.

O mercado acompanha esse movimento em um contexto mais amplo, em que operações entre o BRB e o Banco Master são alvo de investigação da Polícia Federal, deflagrada em novembro do ano passado.

As alegações e os números citados pelas autoridades

Segundo as autoridades, o suposto esquema poderia ter causado prejuízos superiores a R$ 10 bilhões ao banco público. Em outra avaliação, o Banco Central estima que o prejuízo para o BRB possa ultrapassar R$ 3 bilhões.

Além disso, circulou a determinação regulatória para que o BRB mantenha reservas significativas, incluindo a referência à necessidade de reservar R$ 3 bilhões para manter operações em segurança, medida que visa proteger a instituição enquanto as apurações seguem.

Desdobramentos da operação contra o Master

Na sequência da operação, o então presidente do BRB foi afastado e depois demitido. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso preventivamente e passou a usar tornozeleira eletrônica, segundo os relatos sobre a investigação.

O Banco Central também decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, citando problemas de liquidez e indícios de fraudes na gestão, e abriu caminhos para apurações sobre possíveis irregularidades nas transferências de carteiras de crédito entre as instituições.

Impacto, riscos e próximos passos

Com as renúncias, o conselho do BRB passa por nova fase de transição enquanto aguarda a assembleia de acionistas, que pode confirmar a renovação do colegiado e consolidar as mudanças iniciadas na estrutura administrativa.

O BRB afirmou, em nota ao mercado, que atua com responsabilidade, ética e transparência, e que seguirá informando acionistas e o mercado sobre decisões relevantes, conforme normas da Comissão de Valores Mobiliários.

A expectativa agora é por definições na assembleia de 19 de fevereiro e por desdobramentos das investigações da Polícia Federal, que continuarão a influenciar decisões internas e posições regulatórias sobre o banco.

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