quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar abre em baixa com Copom e Fed mantidos, mercado foca em dados de emprego e comércio no Brasil e nos EUA e sinais para cortes

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Dólar começa o dia recuando 0,41%, cotado a R$ 5,1843, com Ibovespa em ritmo de recorde e investidores atentos a indicadores no Brasil e nos Estados Unidos

O dólar iniciou a sessão em baixa, recuando 0,41% na abertura, cotado a R$ 5,1843, enquanto o principal índice da bolsa brasileira segue em alta histórica.

Na sessão anterior, a bolsa teve valorização de 1,52%, aos 184.691 pontos, no maior patamar de fechamento da história, e a moeda americana encerrou estável, cotada em R$ 5,2055.

O mercado altera posições após as decisões de juros no Brasil e nos EUA, e agora volta atenção a dados de emprego e comércio exterior, que podem reforçar ou reduzir expectativas sobre a trajetória do câmbio e das taxas de juros, conforme informação divulgada pelo g1

Por que o dólar caiu na abertura

O recuo do dólar reflete uma combinação de fatores, entre eles a leitura dos investidores sobre os comunicados dos bancos centrais e a expectativa por indicadores que chegam nesta semana.

Além disso, o câmbio já vinha de um movimento de queda no mês, com acumulado do mês em -5,16%, mesmo padrão observado no acumulado do ano, -5,16%, e na semana, -1,54%.

Agenda local e impacto no mercado

No Brasil, os olhos estão voltados para os dados do Caged, com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro, que ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026.

O Comitê de Política Monetária, Copom, manteve a taxa Selic em 15% ao ano em sua primeira reunião de 2026, e o mercado busca sinais no comunicado sobre quando cortes poderão ser iniciados.

Cenário internacional e decisões do Fed

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% e 3,75% ao ano, destacando que a inflação segue “um pouco elevada” e que a geração de empregos permaneceu baixa, com taxa de desemprego estável.

O comunicado do Fomc disse que “A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]”, e a decisão veio em linha com o esperado pelo mercado.

Analistas também observam o ambiente político nos EUA, incluindo a expectativa de que o presidente anuncie nome para a presidência do Fed, e lembram que o mandato de Powell termina em maio, fatores que podem aumentar a volatilidade do dólar.

O que acompanhar no curto prazo

Além do Caged no Brasil, investidores monitoram nos EUA os pedidos semanais de auxílio-desemprego e os números da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da atividade econômica americana e, por consequência, a demanda por dólar.

No front das bolsas, enquanto Wall Street encerrou sem direção única, com Dow Jones subindo 0,02% e Nasdaq avançando 0,17%, o comportamento dos mercados globais seguirá influenciando o fluxo para o câmbio local e a trajetória do dólar.

Com dados e decisões em destaque, a cotação do dólar e a volatilidade do mercado devem permanecer sensíveis a qualquer sinal que confirme ou descarte uma janela para cortes de juros nos próximos meses.

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