quinta-feira, junho 4, 2026

Investigação do BC no caso Master expõe atuação da gestão Campos Neto, auditoria interna revisa autorizações desde 2019 e risco de quase R$ 50 bilhões

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Auditoria do Banco Central analisa decisões desde a autorização da transferência do controle do banco Máxima ao Master até sinais de liquidez em 2024, com foco na gestão Campos Neto

A investigação interna aberta no Banco Central traz novo alcance ao caso Master, ao centrar a apuração em medidas adotadas a partir de 2019.

O objetivo é revisar todo o processo que culminou na consolidação do Master, desde a autorização inicial, e avaliar se houve falhas de supervisão ao longo da gestão, incluindo sinais de liquidez identificados em 2024.

O avanço das apurações também acompanha investigações do Ministério Público Federal que apontam fortes indícios de problemas de liquidez e de vendas de carteiras fictícias em 2024.

conforme informação divulgada pelo g1

O alcance da auditoria e os pontos sob revisão

Segundo as informações apuradas, o foco da auditoria se inicia desde a autorização do BC para transferência do controle do banco Máxima para o Master, e segue pela consolidação do processo, que levou cerca de dois anos.

A revisão interna busca entender decisões administrativas, critérios de supervisão e trocas de informações entre áreas técnicas, para avaliar se as medidas tomadas foram adequadas ao risco identificado.

As apurações internas foram motivadas pela progressão das investigações externas, e pela necessidade de esclarecer se houve atraso ou omissão em alertas sobre a liquidez do banco.

Saídas de diretores e responsabilidades examinadas

Desde a abertura da auditoria interna, Paulo Sergio Neves de Souza, que chefiou a diretoria de Fiscalização desde 2017, mas atualmente comandava o Departamento de Supervisão Bancária (Desup), e Belline de Souza, também do Desup, entregaram os cargos.

A investigação interna mira as ações tomadas durante a gestão Campos Neto, inclusive decisões e autorizações assinadas no período a partir de 2019, e avalia possíveis omissões que possam ter contribuído para o agravamento da crise.

Impacto financeiro e próximos passos

O caso traz consequências financeiras relevantes, porque a liquidação de uma instituição financeira é uma medida drástica, mas que, segundo a apuração, poderia ter evitado um rombo que só ao Fundo Garantidor de Créditos está custando quase R$ 50 bilhões, além de afetar fundos de pensão e outros investidores fora da cobertura do FGC.

A auditoria interna deve confrontar documentos, comunicações internas e cronologias de decisão para apontar responsabilidades e recomendar medidas administrativas ou melhorias na supervisão.

Enquanto isso, o Ministério Público Federal segue com investigações que podem complementar o trabalho do Banco Central e influenciar desdobramentos jurídicos e regulatórios do caso Master.

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