quinta-feira, junho 4, 2026

Caso Master: Haddad afirma que não houve diálogo entre Fazenda e Banco Central na gestão de Roberto Campos Neto, auditoria interna investiga falhas antes da liquidação

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No Caso Master, ministro Haddad afirma que a interlocução entre Fazenda e BC só mudou com a chegada de Gabriel Galípolo, que detectou suspeitas de fraude e acionou MP e PF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não houve diálogo entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda durante a gestão de Roberto Campos Neto, segundo relato público do ministro.

Haddad disse que a comunicação entre os órgãos só passou a ocorrer a partir da posse do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, quando surgiram indícios graves sobre o banco investigado.

A declaração do ministro ocorreu em meio à divulgação de que o Banco Central instaurou um procedimento interno para apurar a fiscalização e a liquidação extrajudicial do Banco Master, medida que permanece em sigilo.

conforme informação divulgada pelo g1

O que disse Haddad

Ao comentar o Caso Master, Haddad afirmou, “Não houve dialogo do BC com Fazenda a não ser a partir da posse do [atual presidente, Gabriel] Galípolo. O Gabriel, logo que assumiu, percebeu o tamanho do ‘acabaxi’ que ele tinha, viu que a situação era muito grave, em poucos meses envolveu Ministério Público e Polícia Federal porque havia suspeitas de fraude em carteiras”, afirmou o ministro.

Sobre a natureza das irregularidades, Haddad declarou, “E quando você detecta uma fraude, que envolveu o Banco de Brasília, o BRB, ai não tem muito como manter no interior do Banco Central o problema. Você não está falando de má gestão, você está falando de crime”, prosseguiu.

Auditoria interna do Banco Central

O Banco Central abriu um procedimento interno em novembro do ano passado para investigar possíveis falhas no processo de fiscalização e na liquidação extrajudicial do Banco Master, a instituição controlada por Daniel Vorcaro.

A auditoria, que corre em sigilo, tem foco nas medidas adotadas desde 2019, período em que Roberto Campos Neto estava à frente do BC, e busca entender por que a área técnica demorou a detectar o aumento das operações de risco do banco.

Linhas de investigação e defesa

Segundo informações apuradas e divulgadas em blogs ligados à cobertura política, embora as defesas de ex-gestores do banco sustentem que a liquidação foi precipitada, a principal linha de trabalho da auditoria é a de que já havia elementos para a medida ter sido tomada antes.

A investigação mira em decisões e prazos da fiscalização, e avalia se houve falhas técnicas que retardaram a percepção do risco sistêmico associado às operações do Banco Master, além de verificar indícios de fraude que envolvem outras instituições.

Impactos e próximos passos

Haddad também afirmou que não conhecia pessoalmente o controlador do banco, ao dizer que “sequer conhecia a imagem dele”, e que havia uma disputa de narrativas sobre a solidez da instituição.

A auditoria interna e as apurações do Ministério Público e da Polícia Federal devem esclarecer responsabilidades, enquanto o mercado e concorrentes acompanham o desenrolar do Caso Master e eventuais mudanças nos mecanismos de supervisão bancária.

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