Tensão entre EUA e Irã eleva preços do petróleo e metais, WTI sobe 5,1% a US$ 64,43, Brent sobe 5,0% a US$ 71,84, e o ouro registra novo recorde perto de US$ 5.600
A escalada das falas entre líderes internacionais fez com que os mercados de commodities reagissem de forma imediata, com forte alta nos preços do petróleo e dos metais preciosos.
Investidores buscaram proteção diante do risco geopolítico, elevando a procura por ativos considerados refúgio em tempos de incerteza.
O movimento também foi favorecido pela desvalorização do dólar, que amplificou ganhos em commodities, conforme informação divulgada pelo g1
Movimentos nas cotações
No mercado de Londres durante a tarde, o principal contrato de petróleo dos EUA, o West Texas Intermediate (WTI), avançava 5,1%, a US$ 64,43 por barril.
Já o Brent do Mar do Norte, referência internacional, subia 5,0%, a US$ 71,84 por barril, após ultrapassar mais cedo a marca de US$ 70 pela primeira vez desde setembro.
O preço do ouro também disparou e atingiu um novo recorde nesta quinta, com cotação próxima de US$ 5.600 (mais de R$ 29 mil) por onça (31,1 gramas).
O que provocou a alta
As falas do presidente Donald Trump, com ameaças a possíveis ações contra o Irã, elevaram o prêmio de risco sobre oferta de petróleo, porque o país é um dos maiores produtores da região.
A combinação entre tensão geopolítica e dólar mais fraco intensificou a busca por ouro e outros metais, considerados proteção, e isso contribuiu para a alta temporária de metais como a prata.
Impactos e cenários a acompanhar
Além do efeito imediato nas cotações, aumentos persistentes nos preços do petróleo podem pressionar os custos de combustíveis e bens, afetando inflação global e decisões de política monetária.
Se a escalada de discurso evoluir para ações concretas, analistas esperam maior volatilidade nos mercados de energia e mais fluxos para ativos de refúgio, o que pode manter o ouro em patamares elevados.
Resumo e sinais para o investidor
Em resumo, a reação dos mercados teve como gatilho as declarações sobre o Irã, com alta de 5% nos contratos de petróleo, forte valorização do ouro, e influência da desvalorização do dólar.
Investidores devem monitorar novos desenvolvimentos diplomáticos e dados de oferta e demanda, pois esses fatores vão determinar se as altas serão temporárias ou parte de tendência mais duradoura.