quinta-feira, junho 4, 2026

Criação de empregos formais 2025: Brasil gerou 1,279 milhão de vagas, pior saldo desde 2020, com impacto do ajuste de dezembro e juros altos

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Criação de empregos formais 2025 registra 1.279.498 vagas, menor resultado desde 2020, em meio a ajuste de dezembro e taxa de juros elevada

O ano de 2025 terminou com a criação de menos vagas formais em comparação a anos recentes, em um cenário de ajuste de fim de ano e juros em patamar elevado.

Setores apontam desaceleração nas contratações, e a leitura dos números oficiais indica um ritmo de geração de empregos mais fraco do que em 2024 e 2023.

Os dados abaixo, detalhados pelo governo federal, confirmam o recuo anual, conforme informação divulgada pelo g1.

Saldo anual e comparação histórica

Segundo números oficiais, o Brasil registrou a criação de 1.279.498 novos empregos com carteira assinada em 2025, o menor resultado desde 2020.

Na sequência, o balanço anual divulgado apresenta o histórico dos postos de trabalho formais criados por ano:

Postos de trabalho formais criados por ano
2025: 1.279.498
2024: 1.677.575
2023: 1.455.279
2022: 2.014.894
2021: 2.782.295
2020: – 189.393

O recuo de 2025 coloca o ano como o pior desde 2020, quando houve fechamento de vagas em função da pandemia.

Contratações, demissões e o ajuste de dezembro

Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas no ano passado: ➡️26,599 milhões de contratações;➡️25,320 milhão de demissões.

Historicamente, dezembro costuma fechar vagas formais. Em dezembro de 2025, foram encerradas 618,2 mil vagas, um aumento em relação a dezembro de 2024, quando 555,4 mil empregos com carteira assinada foram encerrados.

Especialistas destacam que o ajuste de dezembro, às vezes menor, às vezes maior, pressiona o saldo anual, especialmente em anos de arrefecimento econômico.

Repercussões e fala do ministro

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comentou o resultado e afirmou que procurou diálogo com o Banco Central, que, segundo ele, faz monitoramento de forma "muito conservadora".

Marinho disse, "Todo ano tem o ajuste de dezembro, às vezes é menor, às vezes maior. Eu desconfiava que o ajuste seria maior nesse ano, considerando o que nosso ‘querido’ Banco Central faz com os juros. As decisões, enfim".

O resultado chega após decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos, fator apontado por autoridades como influente no comportamento do mercado de trabalho.

Analistas e autoridades acompanham agora a evolução dos dados trimestrais e das políticas monetária e fiscal, para avaliar se haverá recuperação mais rápida do emprego formal ao longo de 2026.

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