quinta-feira, junho 4, 2026

Criação de empregos formais 2025 registra 1,279 milhão, pior saldo desde 2020, com Selic a 15% e ministro Luiz Marinho apontando impacto dos juros

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Dados do Caged confirmam 1.279.498 vagas em 2025, serviços lideram alta, e o mês de dezembro teve fechamento maior que em 2024, entenda os números

O Brasil registrou a criação de 1,279 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O saldo de 2025 foi o menor desde 2020, ano da pandemia da Covid-19, e autoridades apontam como fatores o aumento da taxa de juros e dificuldades de acesso ao crédito.

As informações oficiais e os números consolidados constam no relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, conforme informação divulgada pelo g1.

Causas apontadas pelo governo

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu o resultado em parte ao impacto dos juros no país, lembrando que a taxa Selic, definida pelo Banco Central, chegou a 15% ao ano em 2025. Em discurso oficial, Marinho afirmou, “Procurei dialogar com o Banco Central mostrando que poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo, não de desaceleração da economia, Não se trata de queda da economia, mas do ritmo de crescimento, Mas um processo de diminuição da velocidade, E isso acabou acontecendo”.

Além dos juros, o governo citou um impacto localizado de medidas comerciais externas, mas avaliou que o efeito do chamado tarifaço foi menor que o da alta de juros.

Dados anuais e comparação

Veja os postos de trabalho formais criados por ano: 2025: 1.279.4982024: 1.677.5752023: 1.455.2792022: 2.014.8942021: 2.782.2952020: – 189.393

Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas no ano passado: 26,599 milhões de contratações, 25,320 milhão de demissões.

Setores e distribuição das vagas

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de 2025 mostram que foram criados empregos formais em todos os cinco setores da economia. O ramo de serviços teve a maior alta, enquanto agropecuária e construção civil apresentaram as menores criações. Segundo os dados, Serviços: 758,3 mil;Comércio: 247,1 mil;Indústria: 144,3 mil;Construção: 87,9 mil;Agropecuária: 41,9 mil.

O governo também mencionou problemas pontuais em segmentos exportadores, citando madeira, móveis e sapatos cujas encomendas para os EUA foram afetadas por medidas americanas, mas enfatizou que a maior dificuldade foi a falta de liquidez por causa dos juros altos.

Dezembro e fechamento de vagas

Historicamente, o mês de dezembro registra fechamento de postos de trabalho formais no país. Em dezembro de 2025, foram 618,2 mil vagas encerradas, um aumento em relação a dezembro de 2024, quando 555,4 mil empregos com carteira assinada foram encerrados.

O ministro voltou a comentar sobre o impacto das medidas americanas e a resposta do governo brasileiro, dizendo, “O tarifaço impactou, claro que sim, mas acho que o impacto dos juros foi maior do que do tarifaço, E o impacto do tarifaço foi amenizado pela política do governo, tomou ações importantes ao longo do tempo”. Em seguida, afirmou, “O presidente Lula abriu novos mercados e isso deu uma amenizada muito grande na história do tarifaço, E ele impactou segmentos pontuais, Olhando para a economia como um todo ele praticamente não foi sentido”, prosseguiu o ministro.

Os dados completos e as declarações do ministério constam no relatório do Caged e nas notas oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego, conforme informação divulgada pelo g1.

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