ANP fará auditorias presenciais e de acompanhamento entre 2 e 7 e entre 9 e 13 de fevereiro para avaliar segurança operacional, investigar o vazamento e definir condições de retomada
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP, programou duas auditorias na região da sonda afetada para checar a segurança do equipamento e as medidas adotadas após o incidente.
As ações serão divididas em duas fases no início de fevereiro, com uma inspeção presencial seguida por um acompanhamento técnico, e a retomada das operações depende de autorização da agência.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai realizar duas auditorias na sonda da Petrobras na foz do Amazonas. O procedimento será feito em duas etapas, de 2 a 7 de fevereiro e de 9 a 13 do mesmo mês, conforme informação divulgada pelo g1.
O que a ANP vai auditar
A primeira auditoria será presencial, entre 2 e 7 de fevereiro. De acordo com a ANP, o foco será o sistema de gerenciamento da segurança operacional da empresa, com base nos normativos da agência.
Durante a análise, também serão coletadas informações na área de perfuração sobre o ocorrido nas duas tubulações de apoio que ligam o navio-sonda da estatal ao poço de pesquisa.
A ANP também vai acompanhar as ações da Petrobras na investigação do incidente e as eventuais adequações realizadas.
Prazos, relatórios e condições para retomada
A liberação depende da entrega de um diagnóstico inicial que explique as causas imediatas do vazamento, os impactos sobre as barreiras de segurança e sobre a operação.
De acordo com a resolução nº 882/2022 da ANP, a Petrobras tem 90 dias, a partir da constatação inicial do vazamento, para apresentar o relatório completo.
A ANP determinou que a retomada só poderá ocorrer com autorização da agência, e a entrega do diagnóstico inicial é condição para qualquer avaliação sobre retomada.
Posição da Petrobras e avaliação ambiental
Segundo a Petrobras, a perfuração na área está suspensa desde o incidente.
Segundo a estatal, o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental. A empresa afirma que não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação.
Enquanto a investigação avança, a Petrobras mantém controles e inspeciona procedimentos para mitigar riscos e esclarecer as causas.
Localização do incidente e contexto operacional
O local do vazamento fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
O bloco da operação fica, segundo as informações divulgadas, a cerca de 500 km da Foz do Rio Amazonas, o que reforça a necessidade de acompanhamento técnico e ambiental detalhado.
As auditorias da ANP visam garantir que todas as medidas de segurança estejam em conformidade com as normas, e que a decisão sobre a retomada da perfuração seja baseada em evidências técnicas, relatórios e autorizações formais.
Próximos passos, aguardar o resultado das auditorias presenciais e do acompanhamento, receber o diagnóstico inicial exigido pela ANP e o relatório final em até 90 dias, prazo estabelecido pela resolução mencionada, para que a agência decida sobre qualquer autorização de retomada.