quinta-feira, junho 4, 2026

Sonda da Petrobras na Foz do Amazonas passa por auditorias da ANP após vazamento, saiba datas das inspeções, exigências para retomada e impacto ambiental

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Auditorias da ANP em duas etapas, entre 2 e 7 de fevereiro e 9 e 13 do mesmo mês, vão avaliar sistema de segurança operacional e investigação do vazamento

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP, agendou duas auditorias na sonda da Petrobras na Foz do Amazonas para avaliar a segurança do equipamento após o registro de um vazamento de fluidos em 4 de janeiro.

O procedimento ocorrerá em duas fases, inicialmente presencial, com foco no sistema de gerenciamento da segurança operacional, e em seguida com verificação complementar das ações adotadas pela estatal.

As auditorias, marcadas para 2 a 7 de fevereiro e 9 a 13 do mesmo mês, também vão acompanhar a investigação sobre as duas tubulações de apoio afetadas, conforme informação divulgada pelo g1.

Como serão as auditorias e o foco dos verificadores

A primeira etapa será presencial, entre 2 e 7 de fevereiro, com ênfase no sistema de gerenciamento da segurança operacional da Petrobras, seguindo os normativos da ANP.

Durante essa fase, os auditores vão coletar informações diretamente na área de perfuração sobre o ocorrido nas duas tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço de pesquisa, e avaliar as ações de investigação e correção adotadas.

Regras para retomada da perfuração e prazos

A retomada das operações está suspensa desde o incidente e só poderá ocorrer com autorização expressa da ANP, mediante a entrega de um diagnóstico inicial que explique as causas imediatas do vazamento, os impactos sobre as barreiras de segurança e sobre a operação.

Além disso, de acordo com a resolução nº 882/2022 da ANP, a Petrobras tem 90 dias, a partir da constatação inicial do vazamento, para apresentar o relatório completo, que deve incluir causas imediatas, impactos sobre barreiras de segurança e as ações mitigadoras adotadas.

O que a Petrobras informou sobre o vazamento

A Petrobras comunicou que a perfuração na área está suspensa desde o incidente e declarou que, sobre o material perdido, “o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental. A empresa afirma que não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação.”

A companhia também tem colaborado com as apurações e implementado procedimentos para reduzir riscos, enquanto aguarda a avaliação da ANP para eventuais adequações adicionais.

Localização e contexto operacional

O local do vazamento fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, e o bloco da Petrobras está a cerca de 175 km da costa do Amapá e a cerca de 500 km da Foz do Rio Amazonas.

As auditorias da ANP na sonda da Petrobras na Foz do Amazonas servirão para estabelecer se as medidas adotadas são suficientes para proteger as barreiras de segurança e o meio ambiente, e para determinar critérios formais para a retomada da perfuração.

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