Expectativa pelo novo presidente do Fed mantém bolsas em baixa, com quedas em ações e commodities, e movimentos fortes em câmbio e juros dos EUA
Os mercados financeiros globais registraram perdas nesta sexta-feira, em um dia dominado pela ansiedade sobre a escolha do novo presidente do Fed e pela forte queda nos preços de metais e ativos de risco.
Investidores ajustaram posições antes do anúncio presidencial, preocupados com o impacto da decisão na trajetória de juros e no apetite por risco global.
As informações sobre a movimentação dos mercados e sobre o possível nome foram compiladas e divulgadas pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1
Reação imediata das bolsas
Na Ásia, as perdas foram mais intensas em mercados chineses e em Hong Kong, com Xangai caindo cerca de 1%, após ter recuado mais de 2% durante o pregão.
Apesar da baixa do dia, a bolsa chinesa acumulou alta de 3,8% em janeiro, o melhor resultado mensal desde agosto, e o CSI300 subiu 1% no mês mesmo com queda de 1% no dia.
Nos Estados Unidos, antes da abertura oficial, os contratos futuros apontavam para baixa, com o Dow Jones recuava 0,57%, o S&P 500 caía 0,62% e o Nasdaq, que reúne as principais empresas de tecnologia, recuava 0,74%, segundo levantamentos de mercado divulgados junto às notícias.
Commodities, câmbio e renda fixa
O movimento de aversão ao risco pressionou commodities e ativos refugio alternativos, com destaque para o minério e metais preciosos ligados à China.
Segundo as informações apuradas, o ouro caiu 3,7%, a prata despencou 6%, o petróleo Brent recuou 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%, impactos que alimentaram vendas em ações de mineradoras.
Ações de produtoras de ouro, como Chifeng Gold, Shandong Gold e Zhongji Gold, chegaram a bater o limite diário de queda de 10% em Xangai.
No mercado de câmbio, o dólar se valorizou diante de outras moedas, refletindo a percepção de que os juros nos Estados Unidos podem recuar em ritmo mais lento do que o previsto, enquanto os juros dos títulos do Tesouro americano avançaram.
Quem é o favorito e alternativas citadas
O principal nome cotado para assumir como novo presidente do Fed é Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do banco central dos EUA, segundo informações da Bloomberg citadas pela cobertura.
Warsh é visto como um defensor de taxas de juros mais baixas em alguns momentos, e ao mesmo tempo como alguém que defende um balanço patrimonial menor para o Fed, o que o tornaria mais cauteloso com estímulos agressivos.
Outros nomes que chegaram a ser considerados incluíram Rick Rieder, da BlackRock, o atual governador Christopher Waller e o conselheiro econômico da Casa Branca Kevin Hassett, de acordo com reportagens da Reuters e da imprensa financeira.
O que está em jogo e próximos passos
A nomeação, confirmada pelo presidente Donald Trump, deve encerrar meses de incerteza sobre a sucessão de Jerome Powell, cujo mandato termina em maio, e pode redesenhar as expectativas sobre a política monetária americana ao longo de 2026.
Investidores seguem monitorando o anúncio oficial e os sinais sobre o tom que o novo presidente do Fed adotará, porque isso pode afetar desde taxas de juros e câmbio até preços de commodities e avaliação de risco global.
Com mercados voláteis, a procura por ativos considerados seguros e a reprecificação de riscos devem seguir no radar, enquanto participantes avaliam os detalhes da escolha e as prioridades que serão anunciadas.