quinta-feira, junho 4, 2026

Trump e Jerome Powell: cronologia completa da disputa sobre juros, ataques públicos, investigação do DOJ e indicação de Kevin Warsh para o Fed

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Como evoluiu a pressão de Trump por cortes de juros, as trocas públicas de xingamentos, a investigação criminal contra Powell e a escolha de Kevin Warsh

A tensão entre o presidente dos Estados Unidos e o chefe do Federal Reserve aumentou ao longo do segundo mandato de Donald Trump, com críticas públicas e pedidos diretos por política monetária mais frouxa.

Trump pressionou Jerome Powell a reduzir as taxas de juros de forma agressiva, enquanto Powell reafirmou que decisões do Fed dependem de dados econômicos e da obrigação legal de independência.

O conflito escalou até a abertura de investigação criminal pelo Departamento de Justiça contra Powell, e terminou em anúncio de indicação de Kevin Warsh por Trump em 30 de janeiro de 2026, conforme informação divulgada pelo g1.

Primeiro semestre de 2025, pressões iniciais e reuniões

No início de 2025, as críticas de Trump se concentraram na manutenção das taxas, com o presidente dizendo que o banco central estaria “muito melhor se cortasse as taxas”.

Em abril, no que ficou chamado de “Dia da Libertação”, Trump defendeu que juros menores ajudariam a economia a absorver novas tarifas de importação.

Em maio, durante o primeiro encontro presencial na Casa Branca, Trump afirmou a Powell que ele cometia um “erro” ao não reduzir os juros, e recebeu como resposta que o Fed age “conforme determina a lei… isento de influência política”.

Escalada verbal durante o segundo semestre de 2025

Ao longo do segundo semestre, a retórica ficou mais dura, com Trump usando ofensas pessoais para pressionar o presidente do banco central.

Em junho, Trump chamou Powell de “burro” e “teimoso” nas redes sociais, e sugeriu que o Congresso deveria agir contra ele, enquanto Powell, em audiência, disse que “não precisamos ter pressa” para reduzir os juros diante da incerteza inflacionária.

Nos meses seguintes, Trump passou a usar xingamentos como “estúpido”, “cabeça oca”, e chamou Powell de “chefe incompetente do Fed” e de “cara ruim”, chegando a descrever a postura do Fed como a de uma “mula de teimosia” por não cortar as taxas quando a inflação seguia acima da meta.

Janeiro de 2026, investigação do DOJ e respostas públicas

Em janeiro de 2026, o conflito ganhou novo capítulo com a abertura de investigação criminal pelo Departamento de Justiça contra Powell, por suposta má administração e por mentiras ao Congresso sobre reformas nos prédios do Fed.

Trump negou envolvimento direto na ação do DOJ, mas atacou Powell, dizendo que “ele certamente não é muito bom no Fed e não é muito bom na construção de edifícios”.

Powell respondeu em vídeo, acusando o governo de usar a investigação como “pretexto” para intimidação política, e afirmando que “a ameaça de processos criminais é consequência do Fed definir as taxas com base no interesse público, não nas preferências do presidente”.

Decisão sobre juros e indicação de sucessor

Após o Fed manter os juros entre 3,50% e 3,75%, Trump voltou a criticar Powell, chamando-o de “idiota” e afirmando que o banco central “está custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em juros totalmente desnecessários”.

Em 30 de janeiro de 2026, Trump anunciou que indicaria um sucessor para o mandato de Powell, que termina em maio, com o economista Kevin Warsh como principal cotado para a presidência do Fed.

O confronto entre política executiva e banco central, marcado por ofensas públicas, defesas institucionais e investigação criminal, deve continuar dominando o debate sobre independência do Fed e futuros rumos da política de juros nos Estados Unidos.

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