Concurso para diplomata oferece 60 vagas, taxa de R$ 229, cotas por raça e gênero, provas em todas as capitais, primeira fase com 240 questões e seleção do Instituto Rio Branco
O Itamaraty publicou o edital do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, com 60 vagas e salário inicial de R$ 22,5 mil, segundo o documento divulgado.
O processo seletivo, realizado pelo Instituto Rio Branco em parceria com o Cebraspe, terá provas em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal, e não exige formação específica, apenas diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação.
A taxa de inscrição é de R$ 229, com possibilidade de isenção para doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico, e o edital prevê cotas e convocações adicionais por gênero, raça e condição, conforme informação divulgada pelo g1.
Vagas, remuneração e cotas
Das 60 vagas disponíveis, o edital reserva 15 vagas para pessoas pretas e pardas, 3 vagas para pessoas com deficiência, 2 vagas para pessoas indígenas e 1 vaga para pessoas quilombolas. Além disso, haverá a convocação adicional de 126 candidatas mulheres para a segunda fase, para promover proporcionalidade entre os gêneros.
O cargo inicial na carreira é de terceiro-secretário, com matrícula em curso do Instituto Rio Branco, e a progressão na carreira pode levar ao posto de embaixador ao longo dos anos de serviço.
Formato do concurso e critérios de eliminação
A primeira fase é uma prova objetiva, de caráter eliminatório, composta por 240 questões no formato certo ou errado, cobrando Língua portuguesa, História do Brasil, História mundial, Geografia, Língua inglesa, Política internacional, Economia e Direito.
Cada resposta correta soma 1 ponto, respostas em discordância com o gabarito subtraem 0,25 ponto, e itens sem marcação ou com marcação dupla recebem nota zero. A prova será aplicada em dois períodos no mesmo dia, com duração de 3 horas e 30 minutos em cada turno, e são eliminados os candidatos que obtiverem nota final inferior a 120 pontos.
Na segunda fase, as provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório, abrangem Língua portuguesa, Língua inglesa, História do Brasil, Política internacional, Geografia, Economia, Direito, e Língua espanhola ou francesa, escolhida no ato da inscrição. Para ser aprovado na segunda fase, o candidato deve alcançar um mínimo de 480 pontos na soma total das provas escritas.
Sobre a complexidade do exame, a reportagem traz a observação de profissionais da área, uma referência direta do material consultado, que aponta a dificuldade do concurso.
“O concurso para diplomata exige conhecimento em várias disciplinas e é considerado um dos mais difíceis e concorridos do país, afirma Jean Marcel Fernandes, coordenador do curso preparatório para concursos de diplomata do Gran Concursos.”
“Geralmente, são aprovados no concurso candidatos que se preparam por dois a três anos para as provas, afirma o professor Jean Marcel, que também é Ministro da Carreira de Diplomata e serve no Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles.”
Cronograma e prazos principais
As inscrições e pedidos de isenção de taxa vão de 4 a 25 de fevereiro, com pagamento da taxa até 13 de março. A consulta aos locais da prova objetiva estará disponível em 20 de março e a primeira fase será aplicada em 29 de março, em dois turnos.
O resultado final da primeira fase e a convocação para a segunda fase estão previstas para 17 de abril. As provas escritas ocorrerão em dois finais de semana, nos dias 25 e 26 de abril, e 2 e 3 de maio, com distribuição por disciplina entre manhã e tarde.
O resultado final da segunda fase será divulgado em 3 de junho, e a homologação do concurso está prevista para 1º de julho.
Como é a preparação e o que faz um diplomata
Qualquer cidadão brasileiro nato com formação superior reconhecida pode concorrer, mas a seleção costuma exigir preparação intensiva, incluindo estudo de pelo menos duas línguas estrangeiras e várias disciplinas, por isso muitos candidatos se preparam por dois a três anos.
Os diplomatas representam o Estado brasileiro e seus cidadãos no exterior, negociam interesses nacionais em conferências internacionais e prestam atendimento consular, entre outras funções. A carreira demanda conhecimento amplo em direito internacional, economia, política e línguas, e exige dedicação tanto na preparação para o concurso quanto na carreira após a aprovação.