quinta-feira, junho 4, 2026

Trump diz que Irã ‘quer acordo’ e fixa prazo, pressiona por fim do programa nuclear enquanto Teerã se declara aberto ao diálogo e promete revidar

Share

Trump afirma que estabeleceu prazo para o Irã negociar um acordo nuclear, presidente iraniano diz acolher diálogo mas garante resposta imediata e decisiva a qualquer ataque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas na Casa Branca que o Irã “quer chegar a um acordo” e que ele mesmo “fixou um prazo”, sem detalhar a data, em meio a uma escalada de tensão entre os dois países.

Do outro lado, autoridades iranianas disseram estar abertas ao diálogo, mas deixaram claro que não abrirão mão de sua capacidade de Defesa e advertiram que revidarão imediatamente em caso de agressão.

As informações foram compiladas e divulgadas pelo g1, com entrevistas e declarações de representantes de ambos os países, e de reportagens internacionais que detalham opções militares em estudo, conforme informação divulgada pelo g1.

O que Trump disse sobre negociação e pressão militar

Questionado no Salão Oval sobre a escalada das últimas semanas, Trump declarou, “Posso dizer isto: eles querem chegar a um acordo. Eu fixei um prazo, mas só eles sabem com certeza qual”, conforme transcrição de sua resposta a jornalistas.

Ao ser questionado pela AFP sobre se pretendia repetir ações semelhantes às adotadas na Venezuela, ele evitou detalhar planos militares, dizendo, “Não quero falar de nada que tenha a ver com meus planos militares, mas contamos com uma frota extremamente poderosa naquela região, ainda maior do que na Venezuela”.

Em uma publicação em rede social citada por agências, Trump também relembrou operações passadas contra instalações no Irã e afirmou que um novo ataque seria “muito pior”, e que “o tempo está se esgotando”, ao cobrar um acordo que elimine armas nucleares.

Posição e avisos de autoridades iranianas

Em tom mais moderado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que “o Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra”, mas advertiu que, caso seja atacado, “responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão”, segundo a mídia estatal iraniana.

O chanceler Abbas Araqchi, em viagem à Turquia, disse estar preparado para negociações com os EUA sobre um acordo nuclear, mas afirmou que conversas devem ser “justas e equitativas”, e acrescentou que o governo iraniano não abrirá mão de manter e expandir suas capacidades de Defesa.

O conselheiro sênior do aiatolá, Ali Shamkhani, já havia declarado que “Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA, de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra, e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor”.

Contexto do programa nuclear e das sanções

Washington acusa o Irã de desenvolver uma arma nuclear, enquanto autoridades iranianas sustentam que a tecnologia tem fins pacíficos e defensivos, e não permitiram inspeções plenas da agência da ONU responsável pelo tema, segundo relatos compilados pela cobertura.

O governo Trump pressiona por um acordo que proíba armas nucleares no Irã, e a retórica inclui tanto ofertas de negociação quanto ameaças de ação militar, enquanto fontes reportaram que a administração dos EUA estuda uma gama de opções, que vão de bombardeios a operações especiais, e até mudança de regime, conforme reportagem do The New York Times citada na cobertura.

Impacto regional e reações internacionais

A tensão também se estendeu à Europa após a decisão da União Europeia de listar a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista, provocando críticas de autoridades iranianas que anunciaram retaliações diplomáticas e possibilidades de designar exércitos europeus como “terroristas”, conforme publicações oficiais citadas na cobertura.

Em meio às ameaças, a Guarda Revolucionária anunciou exercícios com munição real no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de petróleo, ação que aumenta o risco de impacto no tráfico marítimo e nos preços do petróleo.

No plano interno iraniano, ativistas relataram uma repressão violenta aos protestos, com um balanço de ao menos 6.159 mortos até o momento, número divulgado nas apurações citadas pelo g1.

O que observar nas próximas semanas

Fique atento a sinais de avanço nas negociações, convites para diálogo formal, e movimentações militares na região. A combinação de pressão diplomática, economia de sanções e demonstrações de força naval pode definir o próximo capítulo entre Trump e o Irã, inclusive sobre a possibilidade de um acordo nuclear ou de uma escalada militar.

As declarações oficiais e reportagens internacionais citadas formam o quadro imediato da crise, e fontes locais e externas seguem acompanhando eventuais encontros, avisos e ações militares, conforme informação divulgada pelo g1.

Leia Mais

Fique por dentro