quinta-feira, junho 4, 2026

Por que a queda do dólar atingiu a maior baixa em 4 anos, o que explica recuos frente a euro e libra e por que a moeda pode cair ainda mais em 2026

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Queda do dólar acelerou nas últimas semanas com tensões comerciais, sinais de mudança de política e saída de investidores, e pode pressionar a inflação e o poder de compra dos americanos

A moeda americana registrou uma perda significativa nos últimos meses, alcançando o menor patamar em quatro anos contra uma cesta de moedas, e recuando frente ao euro e à libra.

O movimento elevou dúvidas sobre o impacto na inflação interna nos Estados Unidos, e reabriu o debate sobre o papel do dólar no sistema financeiro global.

Analistas apontam que a trajetória pode continuar para baixo, influenciada por decisões de política, mercados externos e expectativas de investidores, conforme informação divulgada pelo g1.

O que aconteceu com o dólar

A queda do dólar ocorre após uma fase de valorização que se estendeu por mais de uma década, com ganhos fortes entre 2020 e 2022, quando a economia americana cresceu após a pandemia e as taxas de juros foram relativamente altas.

Segundo relatos, “Na terça-feira (27/1), o dólar caiu para o seu ponto mais baixo dos últimos quatro anos em relação a uma cesta de moedas”. O texto também afirma que a moeda “atingiu o nível mais baixo de muitos anos em comparação com o euro e a libra esterlina, caindo 3% em cerca de uma semana”.

No ano passado, o índice do dólar “caiu em quase 10%” e teve seu “pior desempenho desde 2017”, movimento que se intensificou após o chamado “Dia da Libertação”, com o anúncio de tarifas de importação do presidente Donald Trump.

Por que a queda do dólar está ocorrendo

Analistas citam múltiplos fatores, entre eles, reação dos mercados às políticas do governo americano, escaladas e atenuações em conflitos comerciais, e maior oferta de oportunidades de investimento fora dos EUA.

Robin Brooks, do Instituto Brookings, conclui que o declínio é reflexo de mercados reagindo à natureza irregular das políticas do governo, e avalia que essas idas e vindas “prejudicam os Estados Unidos, mais do que qualquer outra coisa”.

Thierry Wizman, estrategista do grupo Macquarie, resumiu em palavras que se tornaram parte do debate, “Acho que isso desencorajou as pessoas” sobre o apetite por ativos ligados ao dólar.

Impactos imediatos e para onde vai o dinheiro

Um dólar mais fraco reduz o poder de compra dos americanos, especialmente para viajantes, e existe o risco de que a tendência, se persistente, aumente a inflação interna por meio da alta dos preços de produtos importados.

O movimento também alimentou a alta do preço do ouro, que dobrou no ano anterior, enquanto o euro, a libra e diversas moedas de mercados emergentes se valorizaram frente ao dólar em janeiro.

Relatos citam que fundos de pensão europeus reduziram posições em títulos do Tesouro americano, e que a saída de investidores ajudou a impulsionar outras classes de ativos, embora o mercado de ações dos EUA ainda mostre recordes e dinamismo.

O papel de políticas e perspectivas para 2026

A política monetária e as escolhas do governo podem determinar a continuidade da queda do dólar. Se o Federal Reserve reduzir juros rapidamente, a moeda pode depreciar ainda mais, pois investidores buscam retornos mais altos no exterior.

O texto menciona que o ING projeta “que o dólar caia mais 4% a 5% este ano”, à medida que aumentam as perspectivas de crescimento fora dos Estados Unidos.

Do lado político, administrações e autoridades já se mostraram favoráveis a um dólar mais fraco por melhorar a competitividade das exportações. O presidente afirmou em ocasiões anteriores, “Não parece bom, mas você ganha muito mais dinheiro com um dólar mais fraco… do que com um dólar forte”.

Por fim, a indicação presidencial de Kevin Warsh para o comando do Fed gerou apoio público do presidente, com a mensagem “Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor. Ele é perfeito para o papel e nunca decepciona”. A nomeação ainda precisa ser confirmada pelo Senado, e as decisões subsequentes sobre juros serão determinantes para a trajetória da moeda.

Em resumo, a queda do dólar já afetou mercados e pode seguir, dependendo de políticas internas e do apetite internacional por ativos americanos, com riscos para a inflação e para o poder de compra dos consumidores, conforme informação divulgada pelo g1.

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