Em meio a protestos por mortes em abordagens do ICE, a trajetória de Kristi Noem, incluindo uma confissão sobre ter abatido um filhote na fazenda da família, reacende críticas e pressão por sua saída
A crise em Minneapolis, provocada pela ampla operação anti-imigração do governo Trump, colocou Kristi Noem na linha de frente das críticas, ao mesmo tempo em que episódios controversos de sua biografia voltam a circular.
Noem, apelidada por críticos de “Barbie do ICE”, passou a enfrentar pedidos de saída de aliados e adversários, em meio a investigações e ações judiciais relacionadas às operações federais na cidade.
O caso que reacendeu as críticas envolve a confissão, relatada por Noem em livro, de que ela matou o filhote Cricket e uma cabra da propriedade da família, comentários que geraram indignação pública e memes no final de 2024, quando a montagem do gabinete do segundo mandato do presidente Donald Trump avançava, conforme informação divulgada pelo g1.
Confissão sobre o filhote e outras passagens polêmicas
No relato publicado por Noem, ela descreve ter abatido o filhote Cricket, então com 14 meses, porque o considerava indomável, e disse, entre aspas, “Eu odiava aquele cão”, segundo o relato divulgado pelo g1.
Ela também descreveu ter matado uma cabra da fazenda, citando a frase “Era má, nojenta e malcheirosa.” Essas passagens foram lembradas com frieza por críticos, e se tornaram munição para debates públicos sobre o caráter e o estilo de liderança de Kristi Noem.
Operação anti-imigração em Minneapolis e mortes que inflamaram protestos
A tal operação, chamada Operation Metro Surge, teve início no final de dezembro de 2025 e ganhou atenção nacional após a morte a tiros da cidadã norte-americana Renee Nicole Good, em 7 de janeiro, durante uma abordagem de agentes do ICE, segundo o g1.
Vídeos do episódio mostram divergências entre a versão oficial e as imagens, e o agente Jonathan Ross aparece nas filmagens em circunstâncias que levantaram dúvidas sobre a necessidade do disparo, de acordo com a apuração citada pelo g1.
As mortes subsequentes, como a do homem identificado como Pretti, geraram protestos em massa, greves de professores, fechamento de escolas e ações judiciais do estado de Minnesota contra o governo federal, o que levou o presidente a afirmar que buscava “desescalar” a situação, conforme noticiado pelo g1.
Reações políticas e medidas em curso
Autoridades locais, incluindo o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, exigiram a saída do ICE da cidade, e comunidades afetadas, como a somali, relataram detenções de cidadãos com status legal, segundo relatos publicados pelo g1.
No âmbito federal, houve movimentações administrativas, com a remoção do chefe da operação, Gregory Bovino, e declarações de Tom Homan de que a Casa Branca estuda reduzir o contingente de agentes do ICE no estado, conforme cobertura do g1.
O que está em jogo e próximos passos
A conjunção entre a operação de fiscalização, as mortes em abordagens e episódios pessoais de Kristi Noem intensificou a pressão política sobre a autoridade ligada às políticas de imigração, colocando em risco sua permanência no cargo.
Investigadores, tribunais e o debate público devem continuar determinando os desdobramentos, enquanto ativistas e autoridades locais mantêm a exigência de responsabilização, segundo apurações citadas pelo g1.