quinta-feira, junho 4, 2026

Manifestantes em Milão rejeitam presença do ICE nas Olimpíadas de Inverno, protestos questionam atuação americana na segurança e citam abusos

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Protestos em Milão contra o ICE em Milão reúnem centenas, partidos de esquerda, sindicatos e ANPI, e criticam envio de agentes americanos para a segurança dos Jogos

Centenas de pessoas se reuniram na Praça XXV Aprile, em Milão, para manifestar rejeição à presença de agentes da Agência de Imigração dos Estados Unidos durante os Jogos Olímpicos de Inverno que começam em 6 de fevereiro.

Os manifestantes afirmaram que a ida dos agentes simboliza uma escalada de práticas repressivas associadas a forças americanas, e exigiram que a segurança dos jogos seja conduzida sem interferência externa.

O protesto atraiu membros do Partido Democrático, da confederação sindical CGIL e da ANPI, além de moradores e ativistas, que exibiram cartazes e faixas com mensagens contrárias ao ICE, conforme informação divulgada pelo g1

Por que os manifestantes se mobilizaram

Participantes disseram que a presença anunciada do ICE representa mais do que uma operação de segurança, ela encarna memórias e medos ligados a abusos relatados nos Estados Unidos. Faixas expunham frases como, traduzidas para o português, “Não, obrigada. De Minnesota para o mundo, ao lado de todos que lutam pelos direitos humanos”, e “‘Nunca mais’ significa ‘nunca mais’ para qualquer pessoa”.

Outra faixa fez um trocadilho com a palavra ice e uma bebida popular italiana, com os dizeres “ICE só no Spritz”, e houve ainda cartazes com a afirmação “ICE = Gestapo”, segundo relatos coletados pela reportagem e pela cobertura mencionada.

Que agentes serão enviados e qual será a função deles

As autoridades informaram que a unidade selecionada para os Jogos não é a que realiza operações de imigração doméstica, e sim uma divisão de investigações transfronteiriças. O braço envolvido é a Homeland Security Investigations, HSI, que costuma apoiar eventos internacionais, e não a Enforcement and Removal Operations, ERO, responsável por ações de deportação nos EUA.

Fontes oficiais declararam que os agentes do ICE estarão alocados em uma sala de controle para apoio investigativo, sem atuação ostensiva nas ruas, mas essa informação não diminuiu a preocupação dos manifestantes, que rejeitam qualquer presença da agência no país.

Repercussão política na Itália

A notícia do envio dos agentes provocou reação no cenário político local. O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou que eles não são bem-vindos, e o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, foi convocado ao Parlamento para prestar esclarecimentos sobre a decisão, segundo as informações divulgadas pela cobertura citada.

Organizações que preservam a memória da resistência ao fascismo, como a ANPI, estiveram no protesto, o que reforçou o tom simbólico do ato, realizado na praça que homenageia a libertação da Itália do nazifascismo em 1945.

O que dizem os participantes e quais são as reivindicações

Entre os manifestantes, houve quem destacasse cenas de violência envolvendo agentes americanos em outras cidades, citando episódios em Minneapolis que deixaram forte impressão nas redes e na opinião pública internacional.

Uma manifestante, Silvana Grassi, segurava uma placa com a frase “ICE = Gestapo” e afirmou que imagens de agentes do ICE atirando e detendo crianças foram profundamente perturbadoras, e que isso gera revolta, segundo relatos da cobertura original.

Paolo Bortoletto, outro participante, reconheceu que os agentes teriam função investigativa, e não patrulhamento externo, mas enfatizou a rejeição à presença, dizendo que a Itália é um país pacífico e que não deseja o que classificou como ideias fascistas.

Os organizadores pedem que as autoridades italianas expliquem claramente os termos da cooperação e garantam que não haverá ações que afetem direitos civis durante os Jogos, conforme apurado na reportagem citada.

O debate sobre o papel de forças estrangeiras em eventos internacionais deve continuar até o início das competições, e a convocação ministerial ao Parlamento indica que a questão ganhou dimensão política, social e simbólica na Itália, conforme informação divulgada pelo g1

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