quinta-feira, junho 4, 2026

Juiz ordena soltura de menino de 5 anos detido pelo ICE, critica metas de deportação e libera o pai após operação em Minneapolis

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Juiz federal determina libertação do menino de 5 anos detido pelo ICE, critica busca por metas de deportação e autoriza também a soltura do pai, em decisão publicitada

Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai, Adrian Conejo Arias, receberam ordem de soltura de um juiz federal após serem detidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos, o ICE.

A detenção ocorreu na porta de casa, em Minneapolis, enquanto o menino retornava da escola, e a família havia entrado legalmente no país como requerente de asilo.

O caso ganhou relevo por envolver a transferência da criança e do pai para um centro de detenção no Texas e por questionar a política migratória federal, conforme informação divulgada pelo g1.

A decisão judicial e a crítica à política migratória

Na decisão, o juiz distrital dos Estados Unidos Fred Biery foi contundente ao avaliar a atuação do governo, e escreveu, na íntegra, “O caso tem sua origem na busca mal concebida e implementada de forma incompetente pelo governo por metas diárias de deportação, aparentemente mesmo que isso exija traumatizar crianças”.

Biery afirmou que, apesar do sistema de imigração complexo poder levar à saída involuntária ou à autodeportação, esse resultado “deveria ocorrer por meio de uma política mais ordenada e humana do que a atualmente em vigor”, segundo a decisão publicada.

Como ocorreu a detenção e a transferência

A prisão de Liam e de seu pai ocorreu em 20 de janeiro, quando o menino voltava da pré-escola em Minneapolis. Além deles, outros três estudantes do mesmo distrito escolar também foram detidos pelo ICE, de acordo com relatos.

Mesmo tendo sido detidos em Minnesota, pai e filho foram levados para um centro de detenção familiar em Dilley, no Texas, a mais de 1.800 quilômetros do local da prisão, fato que suscitou críticas sobre a logística e os efeitos sobre menores.

Contexto da operação e reações

A detenção fez parte de uma ampla operação de fiscalização migratória ordenada pelo governo de Donald Trump, concentrada em Minneapolis e Saint Paul. As ações ocorreram em meio a confrontos que, conforme relatos, resultaram na morte de dois cidadãos norte-americanos por disparos de agentes federais.

Advogados e grupos de defesa dos direitos dos imigrantes apontaram que prisões de crianças suscitam danos psicológicos e humanitários, e celebraram a ordem judicial que autorizou a soltura, enquanto autoridades federais defendem o cumprimento das leis de imigração.

O que pode acontecer a seguir

Com a ordem de soltura, a família pode permanecer nos Estados Unidos enquanto tramita seu pedido de asilo, ou eventualmente retornar, por vias legais ou não, conforme observou o juiz ao reclamar da forma como metas de deportação foram perseguidas.

O caso deverá continuar a repercutir nas discussões sobre políticas migratórias, procedimentos do ICE e proteção de crianças em processos de fiscalização, e segue sendo acompanhado por defensores públicos e organizações de direitos humanos, conforme informação divulgada pelo g1.

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