quinta-feira, junho 4, 2026

Baliza na prova prática da CNH deixa de ser obrigatória em 10 estados, será 11 em fevereiro, entenda mudanças, críticos e números sobre carros automáticos

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Em várias unidades a exigência foi retirada após a Resolução 1.020 do Contran, Mato Grosso faz mudança gradual até 10 de fevereiro, e Detrans aguardam manual nacional

A baliza deixou de ser obrigatória na prova prática da CNH em 10 estados brasileiros, e o número subirá para 11 em fevereiro, com mudanças que têm gerado debate entre especialistas e órgãos estaduais.

O Distrito Federal não aplica o teste desde 2004, e em Mato Grosso a retirada começou em janeiro, com adoção gradual até 10 de fevereiro. Em outros estados, os Detrans dizem que vão esperar a norma nacional para decidir alterações locais.

As informações reunidas para esta reportagem seguem, conforme informação divulgada pelo g1.

Quantos e quais estados já não exigem a baliza

Atualmente são 10 estados que não exigem a baliza na prova prática da CNH, e a tendência é chegar a 11 em fevereiro, quando a mudança em Mato Grosso estiver concluída. O Distrito Federal, por exemplo, deixou de aplicar o teste em 2004.

A matéria original não trouxe, na íntegra, a lista completa de todos os estados que já suprimiram a baliza, mas detalhou que a transição em vários locais está ligada à publicação da Resolução 1.020 do Contran, que reformulou regras sobre avaliação e formação do condutor.

Por que muitos Detrans aguardam o Manual Brasileiro de Exames

A nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito, conforme publicação citada, “normatiza os procedimentos sobre a aprendizagem, a habilitação e a expedição de documentos de condutores e o processo de formação do candidato à obtenção da habilitação”.

Apesar disso, o documento prevê a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que ainda não foi publicado pela Secretaria Nacional de Trânsito, e que deverá padronizar regras nacionais para a prova prática.

Por isso, Detrans de estados como Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina informaram que aguardam a publicação do manual antes de realizar qualquer ajuste nas provas.

Opiniões de especialistas sobre a retirada da baliza

A mudança divide especialistas. A advogada e especialista em direito de trânsito Laura Diniz avalia que o fim da baliza no exame prático de direção não é positivo, afirmando, “Estacionar corretamente é uma situação cotidiana para qualquer motorista e, muitas vezes, um fator determinante para a fluidez e a segurança do tráfego. Ao retirar essa etapa do exame, corre-se o risco de habilitar condutores que ainda não possuem domínio suficiente do veículo”.

Laura acrescentou ainda, “melhoras no processo de habilitação são favoráveis, mas a retirada de etapas essenciais sem que haja uma compensação efetiva na formação prática do condutor pode ser prejudicial a longo prazo”.

Por outro lado, a psicóloga especialista em trânsito Cecília Bellina disse não ver a retirada como necessariamente negativa, e ponderou, “Eu não sou nem contra nem a favor da retirada da baliza. Sou contra mais uma mudança radical sem esperar o resultado da primeira, ocorrida há menos de dois meses”.

Outras mudanças nos exames e dados sobre veículos automáticos

Em paralelo, o Detran de São Paulo passou a permitir que candidatos utilizem veículos automáticos na prova prática, medida que amplia as possibilidades para os candidatos, segundo o órgão.

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, o Inmetro, informou que, pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, “apenas 121 dos 769 modelos e versões de carros vendidos no Brasil têm câmbio manual”.

Esse total, segundo o Inmetro, “representa 15,7% de todos os veículos, importados ou fabricados no país, comercializados no Brasil”. A mudança em São Paulo foi justificada pelo Detran como um reconhecimento da crescente presença de carros automáticos na frota.

Enquanto a discussão segue, a ausência da baliza em parte do país reacende preocupações sobre a padronização dos critérios de avaliação, e sobre como as alterações influenciarão a formação prática dos novos motoristas.

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