Chuvas e umidade excessiva derrubam o padrão da laranja em 2024, elevam perdas na indústria e criam pressão sobre preços ao consumidor, apontam USP, Fundecitrus e Cepea
A chuva persistente e a umidade elevada em regiões produtoras de laranja de São Paulo reduziram a qualidade da fruta na fase inicial da safra de 2024.
O cenário traz perdas para pomares e para a indústria de suco, além de pressionar o preço final ao consumidor, diante de menor oferta em padrão adequado.
As informações que seguem foram divulgadas em levantamento e análises citadas na imprensa, conforme informação divulgada pelo g1
Regiões mais afetadas, levantamento do Fundecitrus
Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024.
O estudo apontou que a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%, o que evidencia avanço da enfermidade em áreas já preocupantes nos anos anteriores.
Efeito das chuvas e análise do Cepea
Segundo Cepea, em Piracicaba (SP), a umidade excessiva causa podridões e fungos nos pomares. Parte da produção à indústria se perde ou chega ao mercado com padrão inferior.
O excesso de chuva cria condições favoráveis a doenças e deterioração, e produtores relatam aumento de fruta com defeito, o que reduz a parcela comercializável como fruta fresca e encarece a seleção para processamento.
Impacto nos preços e no consumidor
O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor, segundo análise das entidades citadas.
Com menor oferta de laranja em padrão ideal para mesa e indústria, há repasse de custos na cadeia, o que pode elevar os valores na gôndola e na prateleira por algumas semanas, até que a condição climática e sanitária melhore.
Perspectivas para a safra e recomendações
Produtores e indústrias monitoram a evolução do greening e das doenças ligadas à umidade, enquanto medidas de manejo e seleção seguem como ferramentas para reduzir perdas.
Especialistas aconselham atenção à triagem na colheita e ao controle fitossanitário, e o setor acompanha preços e qualidade para ajustar fluxo entre fruta in natura e produção de suco.