Chuvas e alta umidade em janeiro reduziram a qualidade da laranja, aumentaram podridões e fungos nos pomares, e parte da colheita destinada à indústria chega com padrão inferior
A forte umidade das chuvas em janeiro provocou problemas na qualidade da laranja no interior de São Paulo, com impactos que chegam ao mercado e ao consumidor.
Além das perdas por podridão, fungos têm afetado parte da safra que seria enviada à indústria, reduzindo o volume aproveitável e pressionando preços.
Essas informações foram compiladas em levantamentos e análises de pesquisadores e instituições que monitoram a citricultura paulista, conforme informação divulgada pelo g1
O que dizem os levantamentos
Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024.
A liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores, e em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%, segundo o levantamento.
Como a umidade afeta a produção
Segundo Cepea, em Piracicaba (SP), a umidade excessiva causa podridões e fungos nos pomares. Parte da produção à indústria se perde ou chega ao mercado com padrão inferior.
Esses defeitos elevam o custo de seleção na agroindústria, diminuem a oferta de fruta de boa qualidade e alteram a dinâmica de entrada de matéria-prima nas fábricas de suco.
Impacto nos preços e no consumidor
Com menor oferta de fruta em padrão ideal, o preço da laranja e do suco tende a subir, afetando a prateleira e o bolso do consumidor. O efeito é ampliado quando problemas sanitários, como o greening, já estão presentes em grande escala.
Produtores e indústrias, segundo especialistas, devem intensificar a triagem e adequar logística de transporte para minimizar perdas, enquanto o mercado acompanha a disponibilidade e reajustes de preços.
Panorama regional e perspectivas
A presença mais forte do greening em Limeira reflete um desafio estrutural para o cinturão citrícola, e as condições climáticas adversas podem agravar o cenário se persistirem.
Especialistas consultados indicam que o controle sanitário, aliada a práticas de manejo que reduzam a umidade ao redor das plantas, será essencial para recuperar parte da qualidade perdida e frear a escalada de preços.
Fontes citadas no texto, com dados e levantamentos, incluem o Fundecitrus e o Cepea, e os números mencionados provêm das divulgações reportadas pelo g1.