quinta-feira, junho 4, 2026

Chuvas em São Paulo derrubam qualidade da laranja e disparam preços em 2024, diz USP e Cepea, greening em Limeira atinge 79,38% e pressiona indústria

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Chuva e umidade causam podridões e fungos nas plantações de laranja, parte da produção perde padrão e o mercado paulista registra alta nos preços, segundo Cepea e Fundecitrus

As fortes chuvas e a umidade acima do normal em janeiro reduziram a qualidade da laranja nas principais regiões produtoras de São Paulo, e parte da safra destinada à indústria tem sido perdida ou chega ao mercado com padrão inferior.

A combinação do clima adverso com doenças que já vinham afetando os pomares tem pressionado oferta e levado a elevações nos preços da fruta e do suco, com reflexos ao consumidor.

Os impactos foram relatados em levantamentos recentes e análises de institutos e centros de pesquisa, conforme informação divulgada pelo g1

O que as pesquisas apontam para a qualidade da fruta

Segundo Cepea, em Piracicaba (SP), a umidade excessiva causa podridões e fungos nos pomares. Parte da produção à indústria se perde ou chega ao mercado com padrão inferior. Esse cenário reduz o volume de frutas adequadas para processamento e pode forçar indústrias a buscar matéria-prima de menor qualidade, com efeitos na produção de suco e nos custos.

Além do problema associado às chuvas, pragas e doenças crônicas também agravam as perdas, e manejos adicionais aumentam o custo por hectare, pressionando a rentabilidade do produtor.

Greening em Limeira e estatísticas que preocupam o setor

Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura, Fundecitrus, indicou que a região de Limeira, em São Paulo, foi a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024.

Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%. O documento também afirma que a liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores, e que o prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor.

Consequências para mercado e consumidor

Com menos frutas de padrão ideal, compradores e processadores podem reduzir o volume comprado no atacado, e o aumento nos custos de produção tende a ser repassado, parcialmente, ao varejo.

Consumidores podem perceber preços mais altos da laranja in natura e do suco, além de eventuais oscilações de oferta ao longo do ano, enquanto a indústria busca ajustar estoques e matérias-primas.

O que esperar nas próximas semanas

Especialistas recomendam acompanhamento das previsões meteorológicas e das divulgações do setor, porque a continuidade de chuvas e altas temperaturas pode ampliar perdas e prolongar efeitos sobre preço e oferta.

Produtores e indústrias precisam intensificar o monitoramento sanitário e adotar medidas de manejo para reduzir a disseminação do greening e das podridões, com objetivo de recuperar qualidade e minimizar prejuízos.

Fontes: levantamento do Fundecitrus e análise do Cepea, conforme informação divulgada pelo g1.

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