quinta-feira, junho 4, 2026

Laranja, chuvas em São Paulo derrubam qualidade e elevam preços, diz USP, umidade e greening afetam Limeira e Piracicaba, apontam Cepea e Fundecitrus

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Laranja com chuva e alta umidade deixam frutas com podridão e fungos, parte da produção perde padrão, e greening em Limeira sobe de 73,87% para 79,38%

Chuvas intensas e umidade prolongada reduziram a qualidade da laranja em áreas produtoras de São Paulo, pressionando preços ao consumidor e alterando o fluxo de frutas para a indústria.

Produtores relatam perdas na lavoura e maior incidência de doenças, fatores que devem influenciar a oferta nas próximas semanas.

O quadro reúne efeitos climáticos e fitossanitários que já vinham preocupando o setor citrícola, com impacto direto no preço do suco e da fruta in natura.

conforme informação divulgada pelo g1

O que dizem as instituições

Segundo Cepea, em Piracicaba (SP), a umidade excessiva causa podridões e fungos nos pomares. Parte da produção à indústria se perde ou chega ao mercado com padrão inferior. A avaliação do Cepea destaca que o excesso de água favorece deterioração, reduzindo a renda dos citricultores e a disponibilidade de frutas de padrão elevado.

Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024. A pesquisa do Fundecitrus traz dados que apontam piora na sanidade da planta em áreas-chave.

a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%, segundo o levantamento do Fundecitrus. Esses números indicam expansão do problema em áreas que já eram críticas no ano anterior.

Como a chuva afeta preço e oferta

A combinação de frutas deterioradas e menor oferta de qualidade eleva o preço pago pelo consumidor, e pressiona indústrias que dependem de matéria-prima consistente para produção de suco.

O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor, aponta a análise divulgada nas fontes, ilustrando o efeito cascata entre campo e mercado.

Regiões mais afetadas e sinais para a safra

Além de Limeira e Piracicaba, técnicos monitoram outras áreas do cinturão citrícola em São Paulo e Minas Gerais, onde condições climáticas e a presença do greening podem reduzir padrões de colheita.

Produtores consultados dizem que a prioridade imediata é manejar perdas e adequar parte da produção para processamento industrial, quando possível, para minimizar descarte e perda de receita.

O que esperar nas próximas semanas

Especialistas recomendam acompanhamento diário das condições nos pomares e maior atenção às previsões meteorológicas, pois nova volatilidade no clima pode agravar o quadro.

Consumidores podem ver oscilações no preço da laranja e do suco, enquanto o setor busca alternativas para reduzir impactos, como ajuste de rotas de comercialização e maior processamento da fruta com padrão inferior.

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