Laranja com chuva e alta umidade deixam frutas com podridão e fungos, parte da produção perde padrão, e greening em Limeira sobe de 73,87% para 79,38%
Chuvas intensas e umidade prolongada reduziram a qualidade da laranja em áreas produtoras de São Paulo, pressionando preços ao consumidor e alterando o fluxo de frutas para a indústria.
Produtores relatam perdas na lavoura e maior incidência de doenças, fatores que devem influenciar a oferta nas próximas semanas.
O quadro reúne efeitos climáticos e fitossanitários que já vinham preocupando o setor citrícola, com impacto direto no preço do suco e da fruta in natura.
conforme informação divulgada pelo g1
O que dizem as instituições
Segundo Cepea, em Piracicaba (SP), a umidade excessiva causa podridões e fungos nos pomares. Parte da produção à indústria se perde ou chega ao mercado com padrão inferior. A avaliação do Cepea destaca que o excesso de água favorece deterioração, reduzindo a renda dos citricultores e a disponibilidade de frutas de padrão elevado.
Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024. A pesquisa do Fundecitrus traz dados que apontam piora na sanidade da planta em áreas-chave.
a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%, segundo o levantamento do Fundecitrus. Esses números indicam expansão do problema em áreas que já eram críticas no ano anterior.
Como a chuva afeta preço e oferta
A combinação de frutas deterioradas e menor oferta de qualidade eleva o preço pago pelo consumidor, e pressiona indústrias que dependem de matéria-prima consistente para produção de suco.
O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor, aponta a análise divulgada nas fontes, ilustrando o efeito cascata entre campo e mercado.
Regiões mais afetadas e sinais para a safra
Além de Limeira e Piracicaba, técnicos monitoram outras áreas do cinturão citrícola em São Paulo e Minas Gerais, onde condições climáticas e a presença do greening podem reduzir padrões de colheita.
Produtores consultados dizem que a prioridade imediata é manejar perdas e adequar parte da produção para processamento industrial, quando possível, para minimizar descarte e perda de receita.
O que esperar nas próximas semanas
Especialistas recomendam acompanhamento diário das condições nos pomares e maior atenção às previsões meteorológicas, pois nova volatilidade no clima pode agravar o quadro.
Consumidores podem ver oscilações no preço da laranja e do suco, enquanto o setor busca alternativas para reduzir impactos, como ajuste de rotas de comercialização e maior processamento da fruta com padrão inferior.