quinta-feira, junho 4, 2026

Polícia Australiana Acusa Suspeito de Atentado Terrorista em Praia de Bondi por 59 Crimes, Incluindo Terrorismo

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Polícia Australiana Acusa Suspeito de Atentado Terrorista em Praia de Bondi por 59 Crimes, Incluindo Terrorismo

Naveed Akram, de 24 anos, foi formalmente acusado por 59 crimes, incluindo terrorismo, após o ataque na praia de Bondi, em Sydney. O jovem está gravemente ferido e esteve em coma no hospital. A polícia investiga a possível inspiração do Estado Islâmico para o atentado.

O ataque ocorreu durante o primeiro dia do festival judaico de Hanukkah, resultando na morte de 15 pessoas, além de ferimentos em outras 40, incluindo dois policiais. O pai de Naveed, Sajid Akram, de 50 anos, morreu em confronto com as autoridades logo após o ocorrido.

Segundo as autoridades australianas, o crime pode ter sido motivado por ideologias extremistas, com indícios iniciais apontando para uma inspiração do Estado Islâmico. Bandeiras do grupo terrorista foram encontradas em um veículo associado aos suspeitos.

Conforme informação divulgada pelo g1, a polícia da Austrália confirmou, nesta terça-feira (17), as acusações contra Naveed Akram. O ataque, classificado como um incidente terrorista, chocou o país e gerou repercussão internacional.

Ataque Planejado Contra Comunidade Judaica

O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, declarou que o ataque foi deliberadamente planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney no primeiro dia do Hanukkah. A data, que celebra o festival das luzes, foi marcada pela tragédia.

As vítimas tinham idades entre 10 e 87 anos. Entre os mortos, estão o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, e um cidadão israelense. Um colaborador do Jerusalem Post também ficou ferido.

A polícia confirmou que não houve participação de um terceiro suspeito no atentado. Quarenta pessoas, incluindo dois policiais, receberam atendimento médico em hospitais de Sydney, com estado de saúde descrito como grave.

Herói Anônimo Desarmou um dos Atiradores

Imagens chocantes mostram um homem desarmando um dos atiradores após os disparos. O ato de bravura, que salvou inúmeras vidas, foi elogiado pelas autoridades. O homem, que se recupera bem, foi atingido por dois disparos durante a ação.

O veículo dos suspeitos continha bandeiras feitas à mão do grupo terrorista Estado Islâmico. O automóvel estava registrado em nome de Naveed Akram. As autoridades também investigam uma viagem dos dois homens às Filipinas um mês antes do ataque.

Investigações e Repercussão Internacional

O diretor-geral da inteligência australiana, Mike Burgess, afirmou que a agência está analisando a identidade dos atiradores e se há outras pessoas com intenções semelhantes na comunidade. O nível de ameaça terrorista na Austrália permanece como “provável”, indicando uma chance de 50% de um ataque.

Um objeto que se acredita ser um artefato explosivo foi encontrado e removido de um carro próximo à praia. Uma área de exclusão foi estabelecida enquanto especialistas examinavam itens suspeitos.

O ataque em Bondi Beach gerou condenação de líderes mundiais, incluindo os Estados Unidos, a ONU e Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o governo australiano de ter “alimentado o fogo do antissemitismo” ao reconhecer um Estado palestino.

Histórico de Violência com Armas na Austrália

Mortes em ataques a tiros em massa são raras na Austrália. Após o massacre de Port Arthur em 1996, que vitimou 35 pessoas, o país endureceu drasticamente suas leis sobre armas de fogo, tornando a aquisição mais restrita.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) manifestou consternação e solidariedade à comunidade judaica australiana, ressaltando o aumento do antissemitismo após o ataque do Hamas.

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