quinta-feira, junho 4, 2026

Caso Master: Haddad classifica episódio como muito grave, pede rastrear e recuperar dinheiro desviado e diz que Galípolo herdou crise, cobrança por apuração

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Ministro da Fazenda defende que recursos do Caso Master sejam rastreados e recuperados, aponta proporção absurda da fraude e elogia medidas do presidente do BC, Galípolo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que a fraude envolvendo o Banco Master é muito grave e afirmou que os valores desviados precisam ser recuperados.

Haddad disse ainda que o Ministério da Fazenda só tomou conhecimento do problema no ano passado, quando Gabriel Galípolo assumiu a presidência do Banco Central, e que o novo comando recebeu uma crise já instalada.

As declarações e os detalhes sobre a liquidação, os valores envolvidos e os possíveis impactos à sistema financeiro foram alvo de investigação e medidas pelos órgãos competentes, conforme informação divulgada pelo g1

O que disse Haddad sobre o Caso Master

Em entrevista, o ministro resumiu a gravidade do episódio em palavras duras, afirmando, “Fico perplexo com o tamanho que o problema atingiu, uma proporção absurda. Espero que as investigações levem aos responsáveis. Está sendo visto como a maior fraude bancária da história do Brasil. Alguém tem que tomar a providência de recuperar esse dinheiro, de rastrear, e colocar em pratos limpos o que aconteceu. É muito grave”, afirmou o ministro Haddad, em entrevista à Band News.

Haddad ressaltou a necessidade de rastrear fundos e recuperar recursos, e elogiou a atuação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, dizendo que ele “herdou um abacaxi” e tomou as medidas necessárias, inclusive envolvendo Ministério Público e Polícia Federal quando cabível.

Medidas do Banco Central e liquidação

O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez, o que significa que o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos com clientes e investidores.

Segundo depoimento do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, “banco de Daniel Vorcaro tinha apenas R$ 4 milhões em caixa quando foi liquidado, recursos insuficientes e incompatíveis para uma instituição de médio porte.” Essa constatação reforça a dimensão do problema financeiro identificado pelas autoridades.

Impactos e números citados pelas investigações

As apurações também apontam para operações que ampliaram o rombo, incluindo compras de carteiras de crédito. Segundo as investigações, “o BRB comprou R$ 12 bilhões em carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras.”

O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, alertou que o BRB pode sofrer necessidade de aporte adicional, pois “o BRB pode precisar de mais de R$ 5 bilhões para cobrir o rombo causado por essas operações.” Esses números mostram a dimensão econômica do Caso Master.

Próximos passos e expectativa de responsabilização

Autoridades dizem esperar que as investigações identifiquem e responsabilizem os envolvidos, e que medidas sejam tomadas para tentar recuperar valores desviados.

Além da atuação do Banco Central como supervisor, Haddad lembrou que em casos de crime a investigação cabe ao Ministério Público e à Polícia Federal, e cobrou agilidade nas apurações e transparência sobre os resultados.

O desfecho das investigações e o eventual ressarcimento de clientes e investidores serão determinantes para avaliar o impacto final do Caso Master no sistema financeiro e na confiança dos aplicadores.

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