quinta-feira, junho 4, 2026

Preço do ouro sobe até 7% e caminha para maior alta diária desde 2008, prata dispara 11,7%, entenda impacto de Kevin Warsh e ajuste de margens

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Movimento do preço do ouro atrai investidores após correção, prata acompanha, CME aumenta exigência de margem, e indicação de Kevin Warsh ao Fed muda expectativa de cortes de juros

Os preços dos metais preciosos registraram alta expressiva nesta terça-feira, em reação à forte correção dos dias anteriores. O movimento devolve parte das perdas recentes e reacende o interesse por ativos de proteção, como o ouro e a prata.

O retorno de investidores ocorreu num cenário marcado por notícias sobre a liderança do Fed e medidas operacionais das bolsas de futuros, que influenciam alavancagem e volatilidade. A leitura dos dados e das decisões políticas deve orientar os próximos passos do mercado.

As informações a seguir consideram dados e declarações divulgadas pela cobertura do G1 sobre o movimento dos metais preciosos, conforme informação divulgada pelo g1

Recuperação e principais números

O ouro à vista subia 6,9%, negociado a US$ 4.985,44 por onça, recuperando-se da mínima registrada na segunda-feira, de US$ 4.403,24, embora permanecendo abaixo do recorde histórico de US$ 5.594,82 alcançado na semana passada.

Os contratos futuros de ouro com vencimento em abril avançavam 7,7%, a US$ 5.011 por onça. A prata teve movimento ainda mais acentuado, com alta de 11,7%, cotada a US$ 88,74 por onça, depois de ter registrado uma queda de 27% na sexta-feira e novo recuo de 6% na sessão de segunda-feira.

O que dizem os analistas

Para Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, “as perdas recentes fazem parte de um ajuste dentro de uma tendência mais ampla“. Ainda segundo Grant, “o mercado pode passar por um período de estabilização, com o patamar de US$ 4.400 funcionando como referência de suporte e a região próxima de US$ 5.100 como um possível limite de resistência“.

Jeffrey Christian, sócio-gerente da CPM Group, vê recuperação gradual, e afirma que “a expectativa é de retomada gradual da valorização, à medida que persistem as preocupações dos investidores com o cenário econômico e político“.

Fatores que pressionaram e que sustentam

Entre os fatores que pesaram recentemente, está a indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve, no lugar de Jerome Powell, que deixará o cargo em maio, e a leitura do mercado sobre sua postura futura.

Segundo a cobertura, “A expectativa do mercado é de que Warsh apoie cortes de juros, mas adote uma postura mais restritiva em relação ao tamanho do balanço do banco central americano“, o que altera o apetite por ouro, ativo visto como proteção em momentos de incerteza.

Além disso, “a decisão da CME Group de elevar as exigências de margem para contratos futuros de metais preciosos” também foi apontada como fator que tende a reduzir a alavancagem e a aumentar a volatilidade no curto prazo.

Perspectivas e outros metais

Apesar da volatilidade, analistas projetam continuidade da trajetória de alta no médio e longo prazo, com possibilidade de novos recordes ao longo do ano, apoiados por incertezas econômicas e políticas.

Outros metais acompanhavam o movimento, com a platina à vista subindo 6%, negociada a US$ 2.248,20 por onça, enquanto o paládio avançava 4,8%, para US$ 1.802,43. O cenário global e decisões sobre política monetária seguirão determinantes para o preço do ouro e para a correlação entre metais.

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