quinta-feira, junho 4, 2026

Argentina e EUA fecham acordo sobre minerais críticos, fortalecendo cadeia de lítio e cobre e mirando aumento de exportações bilionárias com apoio a Milei

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A parceria estabelece um Instrumento-Quadro para reforçar a segurança das cadeias de suprimento de minerais críticos, e busca atrair investimentos produtivos para expandir a produção de lítio e cobre

O governo da Argentina anunciou a assinatura de um acordo com os Estados Unidos voltado a minerais críticos, com o objetivo de fortalecer e tornar mais seguras as cadeias de suprimento.

O acordo foi firmado durante a Reunião Ministerial sobre Minerais Críticos convocada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e prevê cooperação em mineração e processamento.

O comunicado da chancelaria afirma que “As exportações de mineração do país alcançaram US$ 6,04 bilhões em 2025“, e que, impulsionadas pelo Regime de Incentivo a Grandes Investimentos, “as exportações de mineração atingiram um recorde de US$ 6,037 bilhões, com crescimento interanual próximo de 30%.” conforme informação divulgada pelo g1

O que prevê o acordo

Segundo o texto assinado, o instrumento-quadro busca consolidar cadeias de valor mais sólidas e diversificadas, criando um ambiente favorável à atração de investimentos produtivos de longo prazo.

Entre os pontos previstos estão cooperação técnica e regulatória, estímulo ao processamento local de minerais e medidas para aumentar a segurança do abastecimento, com foco em lítio e cobre.

Impacto econômico e metas

A chancelaria destaca que a iniciativa deve impulsionar um crescimento econômico significativo para a Argentina e complementar setores como energia e agroindústria.

A Argentina projeta elevar suas exportações totais para cerca de US$ 100 bilhões nos próximos sete anos, com participação crescente da mineração, que pode superar US$ 20 bilhões nesse período e alcançar mais de US$ 30 bilhões ao final da próxima década, segundo o comunicado.

Por que lítio e cobre são estratégicos

Minerais como lítio e cobre são essenciais para baterias, veículos elétricos e infraestrutura elétrica, e por isso estão no centro da disputa global por cadeias de suprimento.

O acordo com os EUA insere a Argentina nessa competição, oferecendo potencial para geração de divisas, empregos qualificados e desenvolvimento regional, caso haja estabilidade macroeconômica e regras claras para investimentos.

Desafios e próximas etapas

Especialistas destacam que a transformação depende de regras estáveis, capacidade de processamento local e atração de capital privado de longo prazo, além de atenção a impactos ambientais e sociais nas regiões produtoras.

Nos próximos meses, deverão ser detalhadas medidas práticas e cronogramas de cooperação, e a Argentina buscará converter a parceria em projetos concretos que aumentem a produção e as exportações de minerais críticos.

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