Piloto de Pablo Escobar revela detalhes inéditos de sua vida no tráfico: leão de estimação e fortuna bilionária.
A história de Tirso Dominguez, um ex-piloto que trabalhou para o temido Pablo Escobar, veio à tona em 2025, revelando um passado repleto de perigos, riquezas e excentricidades. Em uma entrevista exclusiva ao podcast Cocaine Air, Dominguez detalhou como se tornou peça chave no esquema de tráfico de drogas, transportando toneladas de cocaína e acumulando uma fortuna impressionante.
A jornada de Dominguez no mundo do crime começou no final dos anos 70, quando, aos 20 anos, buscava dinheiro para honrar dívidas deixadas pela morte inesperada de seu pai. O que iniciou como contrabando de maconha logo se transformou em uma perigosa colaboração com um dos maiores traficantes da história.
A entrevista, que teve trechos divulgados pelo jornal britânico The Guardian, lança luz sobre os bastidores de uma operação que movimentava milhões e colocava vidas em risco diariamente. Dominguez confessou detalhes surpreendentes, incluindo o transporte de drogas em larga escala e um estilo de vida luxuoso, que incluía um leão como animal de estimação.
A ascensão de um contrabandista para o serviço de Escobar
Tudo começou com um golpe financeiro após a morte de seu pai, que o deixou sem acesso a um empréstimo de US$ 14 milhões. Desesperado, Dominguez aprendeu a pilotar aviões como forma de gerar renda, inicialmente contrabandeando maconha entre as Bahamas, Colômbia e os Estados Unidos. A situação se complicou quando uma entrega errada de maconha lhe custou US$ 800 mil, colocando sua vida e a de sua família em risco.
Para saldar a dívida com seus fornecedores, Dominguez relata ter aceitado transportar cocaína pela primeira vez, mesmo com ressalvas. “Eu nunca quis me envolver com cocaína porque os traficantes de cocaína eram os bandidos, responsáveis por todas as mortes”, afirmou. Apesar de sua aversão à droga, esse primeiro voo lhe rendeu US$ 1 milhão, um valor que o convenceu a seguir no transporte de cocaína em tempo integral.
O lucrativo e perigoso acordo com Pablo Escobar
A eficiência e o controle de Dominguez nas entregas chamaram a atenção de Pablo Escobar. O líder do cartel colombiano propôs um acordo tentador: quatro voos por mês, cada um rendendo US$ 5 milhões. A oferta totalizava US$ 20 milhões mensais, o equivalente a cerca de US$ 60 milhões atuais, considerando a inflação, um valor que Dominguez achou impossível de recusar.
O acordo tornou-se ainda mais complexo quando Escobar passou a pagar Dominguez com cocaína, transformando-o de contrabandista em traficante. Isso significava não apenas transportar a droga, mas também ser responsável por sua venda e lucro. “De dia, eu operava a maior concessionária de Lamborghinis do mundo, de noite, eu transportava toneladas de cocaína para Pablo Escobar”, declarou.
Luxo, perigo e a confissão de 2025
Com a fortuna acumulada, Dominguez ostentava um estilo de vida extravagante. Ele comprou 30 Lamborghinis, uma mansão e uma empresa de fretamento de aviões. O detalhe mais peculiar, no entanto, foi a aquisição de um leão-da-montanha como animal de estimação. Ele se gabava de ter feito o que nenhum outro contrabandista havia feito na história.
Em 1991, Dominguez se declarou culpado de contrabando de cocaína e maconha, além de lavagem de dinheiro. Ele passou 13 anos preso, sendo liberado em 2004. Agora, aos 73 anos, Tirso Dominguez afirma que sua dívida com a sociedade foi paga e expressa o desejo de se tornar um empreendedor, distanciando-se definitivamente do seu passado sombrio.