quinta-feira, junho 4, 2026

Arquivos de Epstein: quem são os bilionários citados, de Elon Musk e Bill Gates a Richard Branson, nos 3 milhões de páginas divulgadas

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Detalhes dos arquivos de Epstein mostram trocas de mensagens, imagens e registros financeiros com nomes de alto perfil, enquanto autoridades e citados respondem às menções

A divulgação do último lote de documentos relacionados a Jeffrey Epstein causou novo impacto na imprensa e na política internacional, ao citar dezenas de nomes conhecidos em meio a milhões de páginas de arquivo.

O material, tornado público em 30 de janeiro, inclui registros variados, como e-mails, fotografias e extratos bancários, e reacende perguntas sobre contatos de figuras poderosas com Epstein.

As menções a celebridades e políticos não implicam, por si só, em culpa, e muitas pessoas citadas negaram irregularidades, conforme informação divulgada pelo g1.

O conteúdo divulgado e o que ele representa

O chamado arquivos de Epstein disponibilizado pelo Departamento de Justiça dos EUA contém, segundo a divulgação, cerca de três milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos. Entre esses documentos há trocas de e-mail, mensagens de texto, extratos bancários e fotografias que colocam em evidência contatos entre Epstein e diversas personalidades.

Especialistas e parlamentares alertam que a quantidade e a natureza dos registros exigem análise cuidadosa, porque muitas entradas são anedóticas, sem contexto e, em alguns casos, de autenticidade incerta.

Principais nomes citados e exemplos de registros

Os arquivos mencionam bilionários e figuras públicas de diferentes áreas. Entre os exemplos mais referenciados estão Elon Musk, Bill Gates e Richard Branson, além de políticos, ex-líderes e empresários.

No caso de Elon Musk, aparecem trocas de e-mails sobre viagens e eventos; em uma mensagem de novembro de 2012 Musk teria escrito, traduzido, “Qual será o dia/noite da festa mais animada na sua ilha?”. Musk respondeu publicamente que os e-mails poderiam ser usados para “difamar meu nome”, e disse estar mais preocupado com o processo contra “aqueles que cometeram crimes graves com Epstein”.

Sobre Bill Gates, há no arquivo dois e-mails datados de 18 de julho de 2013 atribuídos a Epstein, com alegações e reclamações, mas a autenticidade e o envio desses textos não estão claros nos registros. Um porta-voz de Gates declarou, segundo a cobertura, “Essas alegações, vindas de um mentiroso comprovadamente ressentido, são absolutamente absurdas e completamente falsas.”

Richard Branson aparece em centenas de menções, inclusive em uma troca em que Epstein agradece hospitalidade e Branson responde, segundo os documentos, que foi “muito bom” vê-lo e que gostaria de vê-lo sempre que estivesse por perto, “contanto que traga seu harém”. O Grupo Virgin afirmou que o termo se referia a três membros adultos da equipe de Epstein e que recusou doações após diligência prévia.

Outros trechos chamam atenção, como extratos que sugerem pagamentos de US$ 75 mil a contas ligadas ao ex-embaixador britânico lord Peter Mandelson, mensagens entre Epstein e o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak sobre hospedagem, e registros que apontam visitas de Sergey Brin à ilha particular de Epstein.

Respostas, negações e consequências imediatas

Em maior parte, os citados negaram envolvimento em crimes ou esclareceram que os contatos foram limitados e, em muitos casos, antigos. Pessoas como Andrew Mountbatten-Windsor e Sarah Ferguson também apareceram em imagens e trocas que não trazem contexto temporal ou probatório.

Algumas reações foram formais: Larry Summers assumiu responsabilidade por continuar a se comunicar com Epstein e deixou cargos consultivos, enquanto Miroslav Lajčák renunciou a uma função após mensagens que ele mesmo confirmou ter trocado. Investigadores verificam menções que podem apontar a condutas criminais, como as investigações da Polícia Metropolitana a respeito de Mandelson.

O que os documentos não provam e o que ainda falta esclarecer

Especialistas jurídicos ressaltam que constar nos arquivos de Epstein não equivale a acusação, porque muitas entradas são e-mails sem verificação, notas soltas ou imagens sem contextualização. A legislação e a transparência que obrigaram a divulgação também geraram críticas por suposta retenção de arquivos adicionais por autoridades.

Analistas dizem que o volume do material exige cruzamento de provas e que, até que haja investigações formais, as menções servem sobretudo para mapear relações e levantar novas linhas de apuração, não para concluir culpa.

O desfecho para muitas das perguntas depende agora de investigações jornalísticas e policiais, e do acesso completo a documentos que, segundo parlamentares, ainda podem estar retidos, conforme informação divulgada pelo g1.

Enquanto isso, cidadãos e instituições acompanham as respostas públicas das pessoas citadas, e o debate sobre responsabilização e transparência segue em destaque na agenda internacional.

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