A sessão começa com o dólar em queda, investidores atentos ao relatório Jolts dos EUA, à temporada de balanços e à expectativa de superávit da balança comercial, fatores que devem influenciar o Ibovespa
O mercado brasileiro abriu o dia com o dólar recuando, enquanto a bolsa opera sob influência dos resultados corporativos e da agenda de dados internacionais.
Analistas acompanham o relatório Jolts nos Estados Unidos e os balanços de grandes empresas, que têm alterado o humor em Wall Street e em São Paulo.
As informações iniciais apontam para um movimento contido no câmbio e para sinais mistos nas bolsas, conforme informação divulgada pelo g1
Abertura do câmbio e primeiros números
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (5) em queda, recuando 0,15% na abertura, aos R$ 5,2418. Na véspera, o dólar fechou estável, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos.
Os indicadores de curto prazo mostram um mercado que busca direção, com o dólar refletindo tanto notícias domésticas quanto dados e resultados internacionais.
Temporada de balanços e impacto no Ibovespa
A temporada de balanços segue influenciando o humor dos investidores, com instituições financeiras no centro das atenções. O Itaú apresentou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, o resultado representou alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual, além de ter superado as previsões dos analistas.
O desempenho do Itaú pode contribuir para um dia mais positivo na bolsa brasileira, diante do peso do setor bancário na composição do Ibovespa. O Bradesco divulga seus resultados após o fechamento da bolsa nesta quinta-feira.
Entre os destaques já divulgados, o Santander registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado pelo mercado, porém com indicadores operacionais abaixo do previsto, o que pressionou os papéis do setor.
Agenda externa e bolsas globais
Nos Estados Unidos, o foco é o relatório Jolts, que mostra o número de vagas de emprego em aberto, indicador adiado por causa da paralisação parcial do governo americano, e que pode alterar expectativas sobre política monetária.
Em Wall Street, o sentimento foi afetado após a Alphabet prever gastos elevados com inteligência artificial, e agora há atenção para os resultados da Amazon. O Dow Jones registrou um avanço de 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente.
Na Europa e na Ásia os mercados fecharam com sinais mistos, com o STOXX 600 em novo recorde, CAC 40 subindo 1,01%, DAX caindo 0,72% e FTSE 100 avançando 0,85%. Na Ásia, o CSI300 avançou 0,83% e o SSEC, de Xangai, subiu 0,85%, enquanto o Hang Seng teve alta de 0,05%.
Expectativas e indicadores adicionais
No Brasil, a agenda inclui a divulgação da balança comercial de janeiro, a expectativa é de um superávit de US$ 3,8 bilhões no período, número que pode influenciar o fluxo de câmbio e o humor dos investidores.
Os acumulados exibem variações modestas, com Acumulado da semana: +0,04%;Acumulado do mês: +0,04%;Acumulado do ano: -4,36% para o dólar, e para o Ibovespa Acumulado da semana: +0,19%;Acumulado do mês: +0,19%;Acumulado do ano: +12,77%.
O cenário continuará sendo calibrado na medida em que saiam resultados corporativos adicionais e dados econômicos, mantendo o dólar e o Ibovespa sob observação pelas próximas sessões.