O dólar abriu em queda, com investidores avaliando o relatório Jolts, balanços do setor bancário e resultados de empresas de tecnologia, e o Ibovespa refletindo esses sinais
O dólar iniciou a sessão em queda, com o mercado monitorando dados de emprego nos Estados Unidos, a temporada de balanços corporativos e sinais de risco em Wall Street.
Movimentos em ações de tecnologia nos EUA e resultados de bancos no Brasil colocam pressão sobre o apetite por risco, afetando moedas e índices locais.
Informações e números do dia foram compilados e divulgados em nota pelo g1, trazendo a visão sobre câmbio, bolsa e principais indicadores, conforme informação divulgada pelo g1
Como abriu o mercado
Na abertura desta quinta-feira, o **dólar recuou 0,15%**, cotado a **R$ 5,2418**, após, na véspera, ter fechado estável, cotada a **R$ 5,2495**, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos.
Os indicadores de curto prazo mostram também os saldos semanais e anuais, com destaque para a evolução acumulada do câmbio, que aparece como: Acumulado da semana: +0,04%;Acumulado do mês: +0,04%;Acumulado do ano: -4,36%.
Agenda internacional e influência do relatório Jolts
Nos Estados Unidos, o principal destaque do dia é a divulgação do relatório Jolts, que mostra o número de vagas de emprego em aberto, o indicador, inicialmente previsto para terça-feira (3), foi adiado por causa da paralisação parcial do governo americano.
Em Wall Street, o sentimento dos investidores foi afetado depois que a Alphabet, dona do Google, previu gastos com inteligência artificial muito acima do esperado, e agora a atenção se volta para os resultados da Amazon.
No pregão anterior, os mercados americanos fecharam mistos, com o Dow Jones registrando um avanço de 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente.
Balanços no Brasil e impacto no Ibovespa
A temporada de balanços do quarto trimestre já influencia a dinâmica local, o desempenho dos bancos pesa no índice, e resultados acima ou abaixo das expectativas tendem a provocar movimentos amplificados no Ibovespa.
Na véspera, o Itaú apresentou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, o resultado representou alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual, além de ter superado as previsões dos analistas.
Também houve destaque para o Santander, que registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado pelo mercado, porém com resultado antes do pagamento de impostos abaixo das projeções, o que pressionou papéis do setor.
O calendário local traz ainda a divulgação da balança comercial de janeiro, com expectativa de superávit de US$ 3,8 bilhões, e o Bradesco deve divulgar seus resultados após o fechamento da bolsa, dados que podem recalibrar a direção do Ibovespa.
Panorama global e perspectivas
No panorama internacional, as bolsas europeias fecharam sem direção única, o STOXX 600 registrou novo recorde de fechamento, o CAC 40 subiu 1,01%, o DAX caiu 0,72% e o FTSE 100 avançou 0,85%.
Na Ásia, a maioria dos índices fechou em alta, com o CSI300 avançando 0,83% e o SSEC de Xangai subindo 0,85%, enquanto o Hang Seng subiu 0,05% e o Nikkei avançou 0,78%.
Para os investidores no Brasil, a combinação entre dados americanos, balanços corporativos e indicadores locais deve seguir determinando volatilidade no câmbio e no índice, mantendo atenção em resultados que possam alterar expectativas sobre crescimento e juros.