quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar cai a R$ 5,2418, mercado monitora JOLTS dos EUA, resultados da Amazon e balanços de bancos, Itaú e Bradesco influenciam o Ibovespa

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Abertura registra recuo de 0,15% na moeda, investidores acompanham JOLTS adiado, expectativa de superávit de US$ 3,8 bilhões e temporada de balanços no Brasil

O dólar começou o dia em queda, com o mercado avaliando números de emprego dos Estados Unidos e resultados corporativos que podem alterar o apetite por risco.

Além dos dados americanos, a temporada de balanços no Brasil segue no radar, com impacto sobretudo sobre ações do setor financeiro, que pesam no índice local.

Todas as informações trazidas nesta reportagem seguem, conforme informação divulgada pelo g1.

Mercado doméstico e câmbio

Na abertura desta sessão, o dólar recuou 0,15% e foi cotado a R$ 5,2418, depois de ter fechado estável na véspera, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa havia caído 2,14%, aos 181.708 pontos.

Os indicadores de curto prazo mostram pouca volatilidade acumulada na moeda, com os números divulgados indicando, segundo fontes do mercado, movimento de ajuste técnico e busca por liquidez.

Dados de performance recentes apontam, no câmbio, Acumulado da semana: +0,04%;Acumulado do mês: +0,04%;Acumulado do ano: -4,36%.

Para o índice acionário, o Ibovespa registra, por enquanto, Acumulado da semana: +0,19%;Acumulado do mês: +0,19%;Acumulado do ano: +12,77%.

Dados dos EUA e impacto corporativo

No exterior, o principal destaque é a divulgação do relatório JOLTS, que mostra o número de vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos, indicador que havia sido adiado por causa da paralisação parcial do governo americano.

O mercado americano também reagiu a sinais de gasto elevado em inteligência artificial, após comunicado da Alphabet sobre despesas maiores do que o esperado, e agora volta os olhos para os resultados da Amazon, que podem reforçar ou aliviar a cautela entre investidores.

Temporada de balanços no Brasil e peso dos bancos

No Brasil, a temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 segue influenciando o sentimento, sobretudo pelo peso do setor financeiro no Ibovespa.

O Itaú apresentou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, resultado que representou alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual, além de ter superado as previsões dos analistas.

Por sua vez, o Santander registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, alinhado ao esperado, mas com o resultado antes do pagamento de impostos abaixo das projeções e menor que o do mesmo período do ano anterior, impacto que levou as ações do banco a recuarem mais de 2% e gerou efeito negativo no setor.

O Bradesco deve divulgar seus resultados após o fechamento da bolsa, e os números do setor seguem como um dos principais vetores de movimento do Ibovespa nas próximas sessões.

Cenário externo e bolsas globais

As bolsas globais encerraram pregões recentes com sinais mistos, em ambiente de cautela. Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 alcançou novo recorde de fechamento, ainda que com ganhos modestos, e mercados regionais oscilaram entre altas e baixas conforme notícias corporativas e dados econômicos.

Na Ásia, a maioria dos índices terminou em alta, com destaque para avanços em China e Coreia do Sul, enquanto investidores monitoram balanços e indicadores de atividade global que podem influenciar fluxo para mercados emergentes e para o dólar.

Por fim, no calendário doméstico também está prevista a divulgação da balança comercial de janeiro, com expectativa de um superávit de US$ 3,8 bilhões, dado que deve ser levado em conta por gestores ao avaliar cenários para câmbio e fluxo de capitais.

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