quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar opera em alta com dados dos EUA e balanços, sobe a R$ 5,2674 enquanto mercado observa Jolts, gastos em IA da Alphabet e resultados de bancos como Itaú e Bradesco

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Dólar avança no pregão, com pressão do relatório Jolts dos EUA, balanços corporativos e movimentos em Wall Street, e Ibovespa reagindo ao desempenho do setor bancário

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira, refletindo uma mistura de dados econômicos internacionais e balanços corporativos que deixaram investidores cautelosos.

Além do foco no mercado americano com a divulgação do relatório Jolts, notícias sobre gastos em inteligência artificial pela Alphabet e resultados esperados da Amazon influenciam o humor em Wall Street.

No Brasil, o desempenho dos bancos e os balanços do quarto trimestre seguem determinando parte do movimento do Ibovespa, enquanto a balança comercial de janeiro entra na agenda local.

conforme informação divulgada pelo g1

Leitura dos números do câmbio e indicadores

Na véspera, o dólar fechou estável, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos, segundo informações do g1.

Na manhã desta quinta-feira, o dólar operava em alta, com avanço de 0,35% por volta das 9h45, cotado a R$ 5,2674, em um cenário que combina dados de emprego nos EUA e balanços corporativos.

Os acumulados registrados no dia mostram que o câmbio tem variações moderadas no curto prazo, com a semana e o mês praticamente estáveis, enquanto o acumulado do ano permanece negativo.

Agenda externa, relatório Jolts e impacto das big techs

O destaque externo é a divulgação do relatório Jolts, que informa o número de vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos, dado que estava previsto para terça-feira, mas foi adiado devido à paralisação parcial do governo americano.

Em Wall Street, o humor dos investidores foi afetado depois que a Alphabet, controladora do Google, projetou gastos com inteligência artificial bem acima do esperado, e agora a atenção se volta para os resultados da Amazon.

Esses fatores externos pressionam o risco global e influenciam a demanda por dólar como ativo de refúgio, contribuindo para a apreciação da moeda no mercado doméstico.

Temporada de balanços e efeito sobre o Ibovespa

A temporada de resultados no Brasil já começou a mexer com a bolsa, especialmente por conta do peso do setor bancário no índice. Na véspera, o Itaú informou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, com crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, e o resultado ficou acima das expectativas do mercado, segundo o g1.

Por outro lado, o Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado, mas o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções e menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior, o que levou as ações do banco a recuarem mais de 2% e arrastou o setor bancário para baixo.

O desempenho dos bancos, incluindo Bradesco e Itaú, tende a seguir influenciando o Ibovespa nas próximas sessões, com novos balanços programados para os próximos dias.

Bolsas globais, índices e o panorama imediato

Os mercados globais fecharam com sinais mistos na véspera. Em Wall Street, o Dow Jones registrou avanço de 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou um novo recorde de fechamento, com movimentos variados entre os principais mercados, o CAC 40 subiu 1,01%, o DAX caiu 0,72%, e o FTSE 100 avançou 0,85%.

Na Ásia, a sessão foi majoritariamente positiva, com o CSI300 avançando 0,83%, o SSEC de Xangai subindo 0,85%, o Hang Seng subindo 0,05%, o Nikkei avançando 0,78%, o Kospi subindo 1,57%, o Taiex registrando alta de 0,29%, e o Straits Times ganhando 0,43%.

O conjunto desses sinais globais, junto com a agenda local de comércio exterior e balanços, deve continuar determinando a direção do dólar e do Ibovespa nos próximos dias.

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