quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar sobe com investidores de olho no relatório Jolts dos EUA, balanços de bancos e resultados da Amazon, e mercado avalia impacto sobre Ibovespa e câmbio

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Dólar opera em alta, cotado a R$ 5,2674, enquanto mercado acompanha dados de vagas nos EUA, gastos com IA de gigantes e temporada de balanços no Brasil

O dólar avançava na manhã desta quinta-feira, com investidores atentos a dados de emprego nos Estados Unidos e à temporada de resultados corporativos que influencia o mercado local.

Entre os fatores que movem a cotação estão o relatório de vagas em aberto, previsto pelo Jolts, expectativas sobre gastos em inteligência artificial de grandes empresas de tecnologia e divulgações de bancos brasileiros.

Na manhã do dia, o movimento do câmbio vinha acompanhado por sinais mistos em bolsas globais e pela agenda de comércio exterior e balanços no Brasil, conforme informação divulgada pelo g1

Cotação e indicadores do dia

O dólar operava em alta, com avanço de 0,35% por volta das 9h45, cotado a R$ 5,2674, enquanto a bolsa iniciou negociações em horário padrão, e na véspera, o cenário trouxe dados relevantes para os mercados.

Na véspera, o dólar fechou estável, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos.

Dados divulgados apresentam, literal e exatamente, a evolução acumulada do câmbio e da bolsa, com o detalhe das variações, “Acumulado da semana: +0,04%;Acumulado do mês: +0,04%;Acumulado do ano: -4,36%.” Para o índice local, a informação apresentada foi, “Acumulado da semana: +0,19%;Acumulado do mês: +0,19%;Acumulado do ano: +12,77%.”

Cenário internacional e eventos que pressionam o câmbio

Nos Estados Unidos, o destaque do dia é a divulgação do relatório Jolts, que informa o número de vagas de emprego em aberto, dado originalmente previsto para terça-feira, mas adiado devido à paralisação parcial do governo americano.

Em Wall Street, o humor dos investidores foi afetado após a Alphabet, controladora do Google, projetar gastos com inteligência artificial acima das expectativas, e a atenção do mercado segue voltada para os resultados da Amazon.

As oscilações em bolsas globais criam um ambiente de maior aversão ao risco, e isso pressiona o dólar e o mercado cambial, já que fluxos para ativos americanos e decisões de alocação mudam rapidamente.

Temporada de balanços no Brasil e efeitos sobre ações e Ibovespa

No Brasil, a temporada de resultados do quarto trimestre continua a influenciar a dinâmica de preços, com bancos no centro das atenções por seu peso no Ibovespa.

O Itaú informou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre. O valor representa crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, e ficou acima das expectativas do mercado.

Por outro lado, o Santander registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, e apesar de estar em linha com o esperado, teve resultado antes do pagamento de impostos abaixo das projeções e menor que no ano anterior, provocando recuos nas ações do setor.

Essas variações nos lucros e nas expectativas de cada banco ajudam a explicar movimentos no Ibovespa e, por consequência, impactos no dólar, porque ajustes na carteira de investidores estrangeiros e locais alteram demanda por reais.

Agenda e perspectivas

No front doméstico, a agenda traz a divulgação da balança comercial de janeiro, com projeção de um superávit de US$ 3,8 bilhões, e a sequência de resultados, com o Bradesco previsto para apresentar números após o fechamento da bolsa.

Para os próximos dias, o mercado deve seguir reagindo a novas divulgações de balanços, dados econômicos e a repercussão de notícias internacionais sobre tecnologia e política fiscal, fatores que podem manter o dólar volátil.

Investidores monitoram a combinação entre indicadores de emprego nos EUA, resultados corporativos, e dados domésticos, buscando sinais de direção para a taxa de câmbio e para o desempenho do Ibovespa, com atenção especial às próximas divulgações e ao fluxo de informações globais.

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