Mercado global e temporada de balanços mantêm o dólar em foco, com atenção para o relatório Jolts, resultados da Amazon e divulgações de bancos brasileiros
O cenário financeiro amanheceu tenso, com investidores acompanhando dados de emprego dos Estados Unidos e balanços corporativos que podem redefinir o apetite por risco.
Na manhã desta quinta, a atenção se divide entre o relatório Jolts, a reação do mercado a projeções de gasto em inteligência artificial e a agenda de resultados do Brasil.
Esses fatores influenciam a cotação e a volatilidade do câmbio, e os principais números e impactos já começam a aparecer nos preços de ativos, conforme informação divulgada pelo g1
Movimento do câmbio e números do pregão
O dólar opera em alta nesta quinta-feira, com avanço de 0,35% por volta das 9h45, cotado a R$ 5,2674. Na véspera, o dólar fechou estável, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos.
No acumulado, o dólar registra no período semanal +0,04%, no mês +0,04%, e no ano -4,36%. O Ibovespa mostra acumulado da semana de +0,19%, no mês +0,19%, e no ano +12,77%.
Fatores externos que pressionam o mercado
Nos Estados Unidos, o destaque é o relatório Jolts, que traz informações sobre vagas de emprego em aberto, originalmente previsto para terça-feira, e adiado por causa da paralisação parcial do governo americano.
Além disso, o humor em Wall Street foi afetado após a Alphabet projetar gastos com inteligência artificial bem acima do esperado, e a atenção agora se volta para os resultados da Amazon, que podem ampliar a volatilidade global.
Temporada de balanços no Brasil e impacto no Ibovespa
No Brasil, o mercado acompanha a temporada de resultados do quarto trimestre de 2025. O Itaú informou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, valor que representa crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, além de ter ficado acima das expectativas do mercado.
Resultados como esse podem sustentar o desempenho da bolsa, dado o peso do setor bancário no Ibovespa. Por outro lado, o Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, e o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções e menor que o do ano anterior, levando suas ações a quedas de mais de 2% na sessão e arrastando o setor.
Na agenda, o Bradesco apresenta números após o fechamento da bolsa, e também há divulgação prevista para empresas como Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil.
Bolsas globais e dados de comércio
Os mercados globais encerraram o pregão anterior com sinais mistos, em um ambiente de cautela. Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou um novo recorde de fechamento, com movimentos dispersos entre mercados, incluindo CAC 40 a +1,01%, DAX a -0,72%, e FTSE 100 a +0,85%.
Na Ásia, os índices também fecharam majoritariamente em alta, com CSI300 a +0,83%, SSEC de Xangai a +0,85%, Hang Seng a +0,05%, Nikkei a +0,78%, Kospi a +1,57%, Taiex a +0,29%, e o Straits Times a +0,43%.
No âmbito doméstico, a balança comercial de janeiro tem projeção de um superávit de US$ 3,8 bilhões, número que também pesa nas expectativas para o câmbio e para o fluxo de capitais.
O que observar ainda hoje
Os investidores seguirão de perto as leituras do relatório Jolts nos EUA, os resultados da Amazon e a sequência de balanços no Brasil, especialmente do setor financeiro, que tende a ter efeito direto sobre o Ibovespa e sobre a demanda por dólar.
Com a combinação de dados externos e divulgação de resultados corporativos, a volatilidade deve permanecer em destaque, e os desdobramentos podem definir a trajetória do câmbio nas próximas sessões.