Queda do bitcoin reflete menor apetite por ativos de risco, aversão a tecnologia e metais preciosos, e frustração com a falta de avanços na Lei CLARITY no Senado
O mercado de criptomoedas registrou mais uma rodada de aversão a risco, com o bitcoin negociado abaixo de US$ 70 mil em pregões recentes.
Depois de um rali associado à reeleição de Donald Trump, que impulsionou expectativas sobre a adoção de criptoativos, a moeda mostrou forte volatilidade.
Os dados e comentários sobre esse movimento, incluindo cotações e declarações de analistas, foram divulgados pela cobertura do g1, conforme informação divulgada pelo g1
Detalhes da movimentação
Em um momento do pregão, o bitcoin chegou a ser cotado a US$ 69.821,18, ou R$ 367.800 reais, segundo a reportagem.
Pouco depois, por volta das 9h, a cotação indicava US$ 70.256, ou R$ 370.100, registrando queda de 3,26% em relação ao fechamento anterior.
O movimento sucede o forte rali que levou a moeda a ultrapassar pela primeira vez US$ 100 mil e, depois, atingir o recorde de US$ 126.251,31, ou R$ 665 mil, antes da retirada de ganhos.
Por que o bitcoin recuou
Analistas apontam uma combinação de fatores, começando pela menor disposição dos investidores a manter ativos considerados mais arriscados.
Setores como tecnologia e metais preciosos também recuaram nos últimos dias, pressionando mercados correlacionados, entre eles as criptomoedas.
Além disso, há incerteza regulatória nos Estados Unidos, com atraso na tramitação do projeto conhecido como Lei CLARITY, que poderia definir regras para moedas digitais.
Comentário de mercado e riscos regulatórios
James Butterfill, analista da CoinShares, comentou sobre a estagnação no avanço legislativo, dizendo, “Os avanços esperados em relação à lei não vieram”.
Essa falta de progresso legislativo contribui para o ambiente de cautela entre investidores, diante da possibilidade de mudanças nas regras que afetariam o setor de criptoativos.
O sentimento do mercado, portanto, mistura fatores macro, correções após ganhos expressivos e a espera por decisões políticas e regulatórias.
O que observar a seguir
Investidores devem acompanhar duas frentes principais: a evolução da Lei CLARITY no Senado e o comportamento dos mercados de risco, especialmente tecnologia e metais.
Movimentos de preço podem se intensificar se houver novidades regulatórias, ou se o apetite por risco for restabelecido com sinais econômicos mais positivos.
Enquanto isso, a volatilidade do bitcoin tende a continuar, exigindo atenção de quem participa do mercado, tanto no curto prazo como em estratégias de mais longo prazo.