quinta-feira, junho 4, 2026

Bitcoin cai abaixo de US$ 70 mil pela primeira vez desde reeleição de Trump, recuo ocorre após recorde de US$ 126.251,31 e incertezas sobre a Lei CLARITY

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Bitcoin opera em queda, negociado perto de US$ 70.256, investidores evitam ativos de risco, pressão em tecnologia e dúvidas sobre regras elevam volatilidade

O mercado de criptomoedas registrou nova piora nesta quinta-feira, com o preço do Bitcoin recuando e atingindo níveis não vistos desde a vitória de Donald Trump em 2024.

Investidores reduziram a exposição a ativos considerados mais arriscados, pressionando especialmente papéis de tecnologia, metais preciosos e a própria criptomoeda líder por valor de mercado.

Os movimentos ampliaram a volatilidade que marcou a alta abrupta do período eleitoral e o recorde posterior, deixando operadores mais cautelosos nas últimas sessões,

conforme informação divulgada pelo g1

Movimentação das cotações

Nas cotações desta manhã, ‘o bitcoin caía 3,26%, a US$ 70.256 (R$ 370.100), por volta das 9h’, com uma passagem momentânea por US$ 69.821,18, ou R$ 367.800, antes do ajuste em torno de US$ 70 mil.

O episódio marca a primeira negociação abaixo dessa faixa desde novembro de 2024, quando o tema das criptomoedas ganhou impulsos políticos e de mercado.

Trajetória desde a eleição

Depois da vitória do republicano nas eleições, o valor das criptomoedas subiu fortemente, e o Bitcoin superou, pela primeira vez, os US$ 100 mil, atingindo em seguida o pico de US$ 126.251,31, segundo registros do mercado.

Esse avanço foi celebrado publicamente por Trump e alimentou um movimento de entrada em ativos digitais que, entretanto, mostrou ser altamente sensível a mudanças de sentimento.

Fatores que ampliam a pressão

A queda recente foi atribuída a um clima mais pessimista em diversos mercados, com destaque para ações de tecnologia e metais preciosos, setores que costumam correr junto com ativos de risco.

Além disso, o Bitcoin enfrenta dúvidas sobre o avanço de regras específicas nos EUA, em especial o projeto sobre moedas digitais apelidado de Lei CLARITY, que está travado no Senado.

Em relação direta ao impasse regulatório, ‘Os avanços esperados em relação à lei não vieram’, afirma James Butterfill, analista da CoinShares.

O que isso significa para investidores

Para quem acompanha a criptomoeda, a combinação de alta volatilidade, notícias políticas e incerteza regulatória reforça a necessidade de cautela, com estratégias que considerem risco elevado e possíveis oscilações bruscas.

Analistas recomendam atenção aos sinais do mercado tradicional e ao andamento da Lei CLARITY, que pode redesenhar expectativas sobre infraestrutura regulatória para ativos digitais.

Fontes principais: reportagem da France Presse e informações publicadas pelo g1.

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