Superávit da balança comercial de US$ 4,32 bilhões em janeiro, alta de 85,8%, com exportações compensando perdas para os EUA e avanço para China e Oriente Médio
A balança comercial registrou superávit de US$ 4,32 bilhões em janeiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Segundo dados oficiais, houve um aumento de 85,8% no saldo positivo na comparação com o mesmo mês de 2025 (+US$ 2,34 bilhões).
Em janeiro, por um lado as exportações cresceram e por outro as importações caíram, ajudando a formar o resultado positivo, conforme informação divulgada pelo g1.
Como se formou o resultado
O governo divulgou números que mostram movimentos distintos entre exportações e importações.
De acordo com o governo, em janeiro, as exportações totalizaram US$ 24,7 bilhões, com alta de 2,3% frente ao mesmo período de 2025, e as importações somaram US$ 20,4 bilhões, com queda de 12,5% na mesma comparação.
Em outra medição, o governo detalhou a média por dia útil, apontando que as exportações somaram US$ 25,15 bilhões, com alta de 3,8% na média por dia útil, e as importações somaram US$ 20,1 bilhões, com queda de 5,5% na média por dia útil.
Efeito do tarifaço dos EUA
Sob o impacto do tarifaço, as exportações brasileiras para os EUA recuaram para US$ 2,4 bilhões em janeiro deste ano, contra US$ 3,22 bilhões no mesmo mês do ano passado, um recuo de 25,5%.
As importações brasileiras de produtos norte-americanos totalizaram US$ 3,07 bilhões em janeiro deste ano, com queda de 10,9% frente ao mesmo período de 2025 (US$ 3,44 bilhões).
Com estes resultados, a balança comercial com os EUA registrou um déficit de US$ 668 milhões no primeiro mês de 2026. O tarifaço implementado pelos Estados Unidos começou de forma gradual em abril, com sobretaxas específicas anunciadas ao longo de 2025, e parte da pauta brasileira ainda segue tarifada.
Destaques das exportações em janeiro
Alguns produtos compensaram perdas e ajudaram a sustentar o superávit da balança comercial.
Entre os principais itens exportados, foram registrados os seguintes valores e variações, segundo os dados:
Óleos brutos de petróleo: US$ 4,3 bilhões, com queda de 7,8%.
Minério de ferro: US$ 2,05 bilhões, com recuo de 8,6%.
Carne bovina: US$ 1,3 bilhão, com aumento de 42,5%.
Café não torrado: US$ 1,01 bilhão, com queda de 23,7%.
Celulose: US$ 957 milhões, com queda de 6,1%.
Panorama regional e conclusão
O resultado do mês só não foi pior porque o Brasil conseguiu ampliar as vendas para outros mercados, como China, México e Oriente Médio, o que compensou perdas com os EUA, a União Europeia e o Mercosul.
O desempenho por destinos mostrou, entre outros movimentos, China: +17,4%, para US$ 6,47 bilhões, Mercosul: -13,5%, para US$ 1,45 bilhão, União Europeia: -6,2%, para US$ 3,92 bilhões, México: +24,4%, para US$ 411 milhões, e Oriente Médio: +31,6%, para US$ 1,78 bilhão.
Esse foi o segundo melhor resultado para meses de janeiro de toda série histórica, que tem início em 1989, e é o melhor resultado para meses de janeiro desde 2024, quando foi contabilizado um saldo positivo de US$ 6,2 bilhões.