quinta-feira, junho 4, 2026

Exportação de petróleo registra 10,57 milhões de toneladas em janeiro, maior volume em quase 3 anos, com aumento de 13,3% impulsionado por plataformas do pré-sal

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Crescimento da exportação de petróleo ocorreu em meio a maior produção e expansão do pré-sal, porém a receita caiu por conta do recuo nos preços

A exportação de petróleo do Brasil subiu para 10,57 milhões de toneladas em janeiro, alta de 13,3% ante janeiro de 2025. O resultado representa o maior volume mensal em quase três anos, ficando atrás apenas de março de 2023.

O avanço dos embarques foi impulsionado pela entrada de quatro novas plataformas em campos importantes do pré-sal ao longo de 2025, que aumentaram a capacidade de produção e exportação do país.

No entanto, a receita das vendas externas caiu, com impacto do recuo nos preços da commodity, conforme informação divulgada pelo g1.

Dados principais das exportações

Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou 10,57 milhões de toneladas em janeiro, contra 9,33 milhões no mesmo mês de 2025, um crescimento de 13,3%.

Apesar do aumento no volume, a receita caiu 7,8% na comparação anual, para US$ 4,3 bilhões, o equivalente a R$ 22,6 bilhões, refletindo preços mais baixos da commodity.

O preço médio do petróleo vendido pelo Brasil em janeiro foi de US$ 407,4 por tonelada, ou R$ 2.142,11, uma redução de 18,6% ante o mesmo período de 2025, segundo os dados oficiais.

O papel do pré-sal e das novas plataformas

O crescimento das vendas externas ocorre após recorde de produção em 2025, quando o Brasil alcançou 3,770 milhões de barris por dia, alta de 12,3% ante 2024, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP.

Em 2025, a Petrobras colocou em operação três novas plataformas, sendo duas no campo de Búzios e uma no campo de Mero, e a norueguesa Equinor iniciou produção no campo de Bacalhau, todos na Bacia de Santos. Essas entradas ajudaram a sustentar o aumento da exportação de petróleo.

Por que a receita caiu apesar do aumento de volume

A queda de 7,8% na receita se deve ao recuo nos preços internacionais do petróleo, que reduziu o valor por tonelada exportada, mesmo com mais produto embarcado.

Com preço médio de US$ 407,4 por tonelada em janeiro, a redução de 18,6% ante 2025 explica a menor arrecadação, já que ganhos em volume não compensaram totalmente a perda de preço.

Perspectivas para 2026

Relatório da consultoria Rystad Energy aponta que o Brasil será o principal responsável pelo aumento da produção de petróleo na América Latina em 2026, com previsão de produção acima de 4,2 milhões de barris por dia. Esse cenário indica potencial para manter volumes elevados de exportação de petróleo ao longo do ano.

Em resumo, a exportação de petróleo brasileira registrou um salto em volume em janeiro, impulsionada por novos ativos no pré-sal, mas enfrenta impacto negativo na receita por causa da queda nos preços, e as perspectivas para 2026 seguem ligadas à expansão da produção.

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