EUA e Argentina anunciaram entendimento para reduzir tarifas e criar um plano recíproco de investimentos, com previsão de ampliar acesso a mercados e fomentar negócios bilaterais
Os países fecharam um acordo que prevê corte de tarifas e um mecanismo mútuo de atração de capitais, em um movimento que busca fortalecer o comércio e as cadeias produtivas entre as duas nações.
O anúncio foi feito pelo embaixador e negociador comercial dos EUA, Jamieson Greer, após encontro com o ministro argentino Pablo Quirno, e traz sinais de maior integração econômica entre as duas administrações.
O entendimento deve ampliar negócios em setores que vão de veículos automotores a produtos agrícolas, e, segundo os EUA, reduzir barreiras históricas ao comércio.
conforme informação divulgada pelo g1
O que o acordo prevê
Segundo a apresentação de Greer, o pacto inclui medidas para redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos, com regras que buscam facilitar o acesso de exportadores a mercados antes restritos.
Greer afirmou, textualmente, “O aprofundamento da parceria entre o presidente Trump e o presidente Milei serve como um modelo de como os países das Américas, do Alasca à Terra do Fogo, podem avançar em nossas ambições compartilhadas e proteger nossa segurança econômica e nacional”, conforme divulgado pelo g1.
O representante comercial dos EUA também disse que o acordo “reduz barreiras comerciais de longa data e oferece acesso significativo ao mercado para exportadores”, destacando a intenção de ampliar vendas de produtos norte-americanos na Argentina.
Impactos esperados para exportadores e investidores
Fontes oficiais apontam que a medida deve facilitar o ingresso de empresas em segmentos como o automotivo e o agroindustrial, ao diminuir custos tarifários e oferecer garantias para investidores.
Para exportadores americanos, o pacto significa acesso mais amplo ao mercado argentino, e para empresas argentinas pode abrir portas a investimentos diretos dos EUA, segundo a apresentação citada pelo g1.
Contexto político e sinais regionais
O anúncio ocorre em meio à aproximação entre os presidentes citados por Greer, e a diplomacia americana classificou o avanço como um exemplo para outros países das Américas.
A visita do presidente argentino à Casa Branca e o diálogo comercial foram destacados como elementos que sustentam o acordo, conforme divulgação do g1 sobre o encontro entre autoridades.
Próximos passos
Autoridades afirmaram que os detalhes técnicos e cronogramas serão divulgados nos próximos dias, com etapas para implementação gradual das reduções tarifárias e mecanismos de investimento.
O acordo deverá ser acompanhado por reuniões bilaterais para definir normas específicas e setores prioritários, e analistas vão monitorar impactos em cadeias de valor e na concorrência regional.