quinta-feira, junho 4, 2026

Chevrolet Captiva EV 100% elétrica chega por R$ 199.990, mais barata que BYD Yuan Plus, 304 km de autonomia, interior com tela de 15,6” e mais espaço

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Chevrolet Captiva EV renasce em versão chinesa assinada pela GM, com motor 100% elétrico, autonomia de 304 km, preço de R$ 199.990 e interior tecnológico

A nova Captiva chega ao Brasil como um SUV 100% elétrico que combina projeto produzido na China com intervenções da Chevrolet, com objetivo de disputar clientes do segmento elétrico médio.

O modelo aposta em acabamento e tecnologia para se diferenciar de rivais, prometendo conforto para famílias e um pacote mais acessível que concorrentes diretos.

No lançamento em Campos do Jordão, o modelo mostrou acertos na suspensão, cabine bem acabada e uma central multimídia dominante, que se destaca no conjunto.

conforme informação divulgada pelo g1

Design e origem

O visual da Captiva segue a cartilha dos modelos chineses, com DRL bem destacados, faróis posicionados mais abaixo, lanternas estreitas e capô que desce até uma grade fechada, por se tratar de elétrico.

A dianteira mantém a assinatura Chevrolet, com o logo sobre uma peça plástica que remete a uma grade tradicional, e uma entrada de ar funcional logo abaixo, o que dá um aspecto mais ocidental ao conjunto.

O modelo nasceu na China como Wuling Starlight S, mas, segundo o g1, em nenhum momento remete diretamente a marcas como BYD, GWM, Geely, GAC ou JAC, por combinar traços próprios.

Interior, tecnologia e condução

Por dentro, a Captiva privilegia o minimalismo, com poucos botões físicos e quase todos os comandos do ar-condicionado integrados à central multimídia, uma tela de 15,6 polegadas que domina o painel.

O conjunto de câmeras de 360 graus mostrou boa qualidade na montagem das imagens, com sensação de sobrevoo semelhante à de drones, e a resposta ao toque da tela não apresentou lentidão nos testes mencionados pelo g1.

O acabamento foi destacado pelo g1, com poucas áreas em plástico rígido, superfícies de toque macio em diferentes texturas e imitações de metal e madeira, gerando sensação de cuidado raro em categorias próximas.

Segundo o g1, “Nem mesmo o Equinox a combustão, que custa R$ 91,2 mil a mais, oferece tanto toque macio e sensação de conforto no acabamento”, e a versão elétrica do Equinox, R$ 150 mil mais cara que a Captiva, também não alcança o mesmo nível.

A direção mostrou-se bastante leve, com assistência elétrica eficiente que facilita manobras sem tirar sensação de controle, e a suspensão foi calibrada com um acerto mais firme, típico de outros SUVs da Chevrolet.

Segundo Fabio Rua, vice-presidente da General Motors Brasil, “existem tecnologias capazes de oferecer maior autonomia, sendo uma delas dentro da própria Chevrolet, com a arquitetura Ultium, mas o objetivo da Captiva foi entregar uma opção de custo mais acessível e o conjunto utilizado aponta para esta economia”, conforme relato do g1.

Espaço, desempenho e autonomia

A nova Captiva cresceu em relação à geração anterior, com aumento de 26,9 centímetros no comprimento e 10 centímetros no entre-eixos, o que ampliou o porta-malas de 383 para 403 litros.

O bom aproveitamento interno, favorecido pelo menor espaço ocupado pelo conjunto elétrico, deixa cinco ocupantes confortáveis e coloca a Captiva perto de SUVs maiores, sem sensação de veículo excessivamente longo.

Em desempenho, a velocidade máxima é de 150 km/h e o 0 a 100 km/h foi aferido em 9,9 segundos, indicadores voltados ao conforto e uso familiar, não ao desempenho esportivo.

A autonomia informada é de 304 km com uma única carga, e o g1 ressalta que o principal rival, o BYD Yuan Plus, oferece potência parecida e autonomia quase igual, mas chega com preço superior, R$ 235.990, enquanto a Captiva parte de R$ 199.990.

O Yuan Plus figura entre os elétricos mais vendidos no país, com 6 mil unidades em 2025, segundo o g1, o que cria um desafio de mercado para a Captiva mesmo com preço competitivo.

Para quem é a Captiva

A Captiva EV mira famílias que priorizam espaço, tecnologia e custo-benefício, consumidores que viajam e valorizam conforto e acabamento, e também quem já tem familiaridade com carros elétricos e planejamento de rotas.

O modelo perde atratividade para quem não tem acesso a recarga fora de casa, porque a infraestrutura ainda é concentrada nas capitais, segundo dados citados pelo g1.

Conforme o g1, e com base em informações da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o Brasil conta com 16.880 pontos de recarga, com distribuição como a seguir, São Paulo: 2.116 eletropostos, Rio de Janeiro: 963 eletropostos, Brasília: 631 eletropostos, Curitiba: 445 eletropostos, Goiânia: 330 eletropostos, Fortaleza: 294 eletropostos, Porto Alegre: 288 eletropostos, Salvador: 257 eletropostos, Belo Horizonte: 234 eletropostos, Recife: 203 eletropostos, Campinas: 194 eletropostos.

Campinas (SP) é a única cidade que não é capital e concentra somente 1% de todos os eletropostos do país, São Paulo, por exemplo, tem 12,5%.

Por fim, é preciso ficar atento ao preço ao decidir, porque a vantagem de custo da Captiva sobre concorrentes chineses pode mudar com reajustes, como já ocorreu com outros modelos. O Chevrolet Spark, que estreou em situação semelhante ao ser comparado ao BYD Dolphin, já passou por reajustes e hoje custa R$ 19.990 a mais que o rival, conforme observou o g1.

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