quinta-feira, junho 4, 2026

Ministério da Fazenda projeta crescimento do PIB em 2026 de 2,3%, estabilidade frente a 2025, e prevê nova queda da inflação para 3,6% com Selic a 15%

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Projeção da Secretaria de Política Econômica aponta 2,3% para o PIB de 2026, manutenção do ritmo após 2025, queda do IPCA para 3,6% e impactos setoriais e monetários

O Ministério da Fazenda revisou suas estimativas macroeconômicas e agora projeta crescimento do PIB em 2026 de 2,3%, mesmo ritmo estimado para 2025, apesar da alta taxa de juros.

A projeção consta no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica, divulgado na sexta-feira (6), e traz previsões para desempenho econômico e inflação nos próximos anos.

As informações e números foram divulgados pelo Boletim, conforme informação divulgada pelo g1

Projeções e números principais

Para 2025, a expectativa do governo subiu de 2,2% para 2,3% de crescimento, e o mercado financeiro projeta 2,27% para o mesmo ano. O resultado de 2024 foi de 3,4% de crescimento, e o Brasil ainda registra a forte queda de 2020, com retração de 3,3%.

Na leitura do Boletim Macrofiscal, o governo passou a prever estabilidade do ritmo de expansão de 2025 para 2026, com a projeção para 2026 reduzida de 2,4% para 2,3% no documento.

Inflação e política monetária

O Ministério da Fazenda também estima nova queda da inflação, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, projetado em 3,6% para este ano, a mesma previsão de novembro do ano passado.

Em 2025 a inflação ficou em 4,26%, e o mercado financeiro vê recuo para 3,99% neste ano. A nota do governo destaca que “A inflação de bens industriais e serviços deve continuar a cair, repercutindo o excesso de oferta de bens e os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e da política monetária [alta de juros]”.

Os juros permanecem elevados, com a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível em 20 anos, o que, segundo o documento, colabora para a desaceleração da inflação de bens e serviços.

Setores da economia

O Boletim aponta mudança na dinâmica setorial, com desaceleração da agropecuária, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços. O relatório afirma, textualmente, “Por setor produtivo, espera-se desaceleração da agropecuária, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços”.

Esses movimentos setoriais ajudam a explicar por que o governo antecipa estabilidade do ritmo de crescimento entre 2025 e 2026, mesmo em cenário de juros altos e dólar enfraquecido.

Implicações e cenário para 2026

A manutenção da estimativa de crescimento do PIB em 2026 em 2,3% coloca o ano eleitoral em um quadro de crescimento modesto, acima da projeção de mercado para 2026, de 1,80%.

Para investidores e formuladores de política, o relatório sugere que a combinação de oferta maior de bens, efeitos do câmbio e a política monetária restritiva deve pressionar a inflação para baixo, enquanto a atividade econômica se ajusta conforme a performance de indústria e serviços.

O Boletim Macrofiscal, produzido pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, reúne essas projeções e é fonte das estimativas citadas nesta reportagem.

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