quinta-feira, junho 4, 2026

Trump assina decreto para aumentar importações de carne da Argentina, EUA vão comprar 80 mil toneladas em 2026 em quatro etapas e pressionam mercado interno

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Medida amplia as importações de carne da Argentina para carne desossada destinada a embutidos, compra será em quatro etapas de 20 mil toneladas, com início em 13 de fevereiro e término em 31 de dezembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para aumentar as importações de carne bovina da Argentina, ao mesmo tempo em que tenta reduzir o preço ao consumidor e responde à oferta doméstica apertada.

Segundo comunicado, serão compradas 80 mil toneladas a mais do produto em 2026, em remessas programadas para todo o ano, numa ação que fortalece as relações comerciais entre EUA e Argentina e mexe com o mercado interno americano.

A decisão vale para carne desossada, voltada para a produção de embutidos, maior tipo importado pelo país, e a medida já havia sido anunciada por Trump em meses anteriores, despertando reação dos pecuaristas, conforme informação divulgada pelo g1

Cronograma e formato das compras

As compras serão feitas em quatro etapas de 20 mil toneladas, sendo que a primeira leva começa no dia 13 de fevereiro. A última carga deve ser encerrada no dia 31 de dezembro deste ano.

O foco em carne desossada indica que o principal destino das importações será a indústria de embutidos, segmento que historicamente responde por parcela significativa das aquisições externas de carne bovina pelos EUA.

Reação dos produtores e contexto doméstico

Trump já havia dito em outubro que compraria mais carne da Argentina, deixando os pecuaristas norte-americanos insatisfeitos. Na ocasião, Trump disse que usaria a medida para reduzir os preços da carne bovina nos EUA, que atingiram níveis recordes.

O cenário doméstico também explica a iniciativa do governo, porque O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) no fim de janeiro, sinalizando que os preços da carne bovina permanecerão altos no país para os consumidores após atingirem recordes no ano passado.

Impacto no mercado global e na economia

Com oferta reduzida nos Estados Unidos, compras externas podem aliviar parte da pressão sobre preços ao consumidor, mas também provocam tensão política entre o governo e produtores locais, que observam possível efeito sobre margens e demanda por gado.

Por causa da queda na produção, o Brasil ultrapassou os EUA como principal produtor de carne do mundo em 2025. Foi a primeira vez que o Brasil ocupa esse posto nas estatísticas do USDA. Esse rearranjo na produção global reforça a importância das relações comerciais para garantir oferta e controlar preços.

O que muda para a Argentina e para o consumidor

Para a Argentina, o decreto representa oportunidade de aumentar exportações e receita do setor frigorífico, especialmente no segmento de carne desossada para embutidos.

Para o consumidor americano, a expectativa do governo é que as importações contribuam para diminuir os preços da carne bovina, ainda que especialistas apontem que o efeito dependerá de fatores como câmbio, logística e demanda interna.

Em resumo, a medida eleva as importações de carne da Argentina em volume e em importância política, ao mesmo tempo em que expõe tensões entre objetivo de conter preços e a realidade de um rebanho norte-americano em queda.

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