quinta-feira, junho 4, 2026

Narges Mohammadi é condenada a mais de 7 anos de prisão no Irã, vencedora do Prêmio Nobel 2023, inicia greve de fome e enfrenta proibição de viagem

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Advogado afirma que a pena inclui 6 anos por ‘conspiração e conluio’, 1 ano e meio por propaganda, e proibição de viagem por 2 anos, governo não confirmou

Narges Mohammadi, ativista premiada com o Prêmio Nobel em 2023, está detida desde dezembro e, segundo seu advogado, recebeu uma nova sentença.

A pena anunciada soma mais de sete anos, e a integrante da liderança do movimento contra a opressão às mulheres no Irã teria iniciado, segundo aliados, uma greve de fome enquanto aguarda recursos.

Todas as informações sobre a detenção e a sentença foram divulgadas publicamente, conforme informação divulgada pelo g1.

Detalhes da sentença

Segundo o advogado da ativista, “Ela foi condenada a 6 anos de prisão por ‘conspiração e conluio’, e a 1 ano e meio por propaganda [contra o governo iraniano]. E recebeu uma proibição de viajar por 2 anos”, disse ele.

A declaração foi divulgada por apoiadores e repercutida pela imprensa, e, procurado pela Associated Press, o governo iraniano não confirmou a sentença.

Greve de fome e estado de saúde

A fundação de Mohammadi, com sede em Paris, informou que recebeu “informações confiáveis” de que ela iniciou uma greve de fome em protesto contra “sua detenção ilegal e as condições graves em que está sendo mantida”.

A ativista, de 54 anos, já teve internações e havia sido libertada temporariamente em dezembro por motivos de saúde, antes da detenção ocorrida em uma cerimônia em homenagem ao advogado Khosrow Alikordi, em Mashhad.

Contexto dos protestos e repressão

Desde o final de dezembro, o Irã viveu uma forte onda de manifestações que foram duramente reprimidas pelas forças de segurança, com prisões em massa e muitos mortos.

Em relatório citado pela cobertura, “no dia 27 de janeiro, a repressão sangrenta matou ao menos 6.159 pessoas”, número divulgado por ativistas que acompanham os eventos.

A figura de Mohammadi se tornou símbolo da revolta feminina, e a nova sentença eleva a preocupação de organizações de direitos humanos, que cobram esclarecimentos sobre processos, condições prisionais e o direito de defesa.

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