quinta-feira, junho 4, 2026

Portugal elege António José Seguro presidente, segundo prévias e boca de urna, com ampla vantagem sobre André Ventura e eleições afetadas por tempestades

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António José Seguro presidente confirmado nas prévias e pesquisas, com percentuais entre 64% e 73% nas primeiras apurações e sondagens

António José Seguro aparece em vantagem clara nas prévias e nas pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas.

Com parte da apuração, a diferença entre os candidatos se mostrou consistente em várias sondagens e nos números parciais reportados pelas agências.

O cenário ocorreu em um dia marcado por tempestades que forçaram o adiamento da votação em algumas zonas, afetando dezenas de milhares de eleitores, conforme informação divulgada pelo g1.

Resultados parciais e sondagens

Com 70% dos votos apurados, o candidato do Partido Socialista tem 64% dos votos válidos contra 36% de André Ventura, segundo a pré-apuração divulgada inicialmente.

Du​as pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas também apontaram a vitória do candidato socialista, com Seguro marcando entre 67% a 73% dos votos, enquanto seu adversário ficou com 27% a 33%, conforme os levantamentos noticiados.

No primeiro turno, pesquisas de intenção de voto já indicavam vantagem para Seguro, que recebeu 31% dos votos contra 23,49% de André Ventura, números que ajudaram a projetar este desfecho para o segundo turno.

Perfil do adversário e índice de rejeição

André Ventura, do partido Chega, enfrentou um índice de rejeição elevado nas sondagens, cerca de 60% dos eleitores, levantamento que os analistas apontaram como fator limitador para sua candidatura.

A polarização em torno do candidato de direita forte marcou a campanha, mas não foi suficiente para superar a vantagem do socialista nas estimativas de voto válidos e nas pesquisas de saída das urnas.

Adiamento em municípios e impacto das tempestades

As tempestades que atingiram Portugal nas semanas anteriores provocaram o adiamento da votação em cidades do sul e do centro, segundo a agência Reuters citada nas reportagens, afetando cerca de 37 mil eleitores, o que corresponde a 0,3% do total.

André Ventura criticou o governo por manter a data da eleição, afirmando, “Acho que foi desrespeitoso porque transformou alguns portugueses em cidadãos de primeira classe e outros em cidadãos de segunda classe. Acho que em muitas partes do país, as pessoas se sentem desrespeitadas“.

O candidato do Partido Socialista, António José Seguro, expressou solidariedade às áreas afetadas e pediu que a população comparecesse às urnas, dizendo, “Espero que estas melhores condições meteorológicas permitam que as pessoas saiam para votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide verdadeiramente o futuro do nosso país. Estamos a eleger o Presidente da República para os próximos cinco anos, o que é uma decisão muito importante. Expresso também a minha solidariedade a todas as famílias que estão a atravessar momentos difíceis em algumas partes do nosso país“.

Contexto político e próximos passos

Esta foi a primeira vez em 40 anos que Portugal teve segundo turno nas eleições presidenciais, reflexo da fragmentação do voto no país.

O presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, ocupou o cargo por quase uma década, e sua atuação foi caracterizada por uma postura conciliadora em crises políticas, lembrando o papel institucional que o próximo chefe de Estado deverá desempenhar nos próximos cinco anos.

Os resultados finais dependem da conclusão da apuração em todo o país, e a vitória projetada nas prévias e nas sondagens coloca António José Seguro presidente como favorito para assumir o Palácio de Belém no próximo mandato.

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