quinta-feira, junho 4, 2026

Ações da Azul despencam mais de 70% após oferta de R$ 7,4 bilhões e conversão de dívidas em ações, acumulando perda superior a 90% em cinco dias

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Queda expressiva nas ações da Azul ocorre após abertura de oferta pública que emite 723,9 bilhões de ações ordinárias e preferenciais, e converte dívidas em participação acionária

Ações da Azul registraram forte desvalorização na sessão em que a companhia iniciou uma oferta pública de ações, parte do plano para reorganizar suas dívidas.

Os papéis chegaram a despencar mais de 70% perto das 15h30 desta quinta-feira, e, com isso, acumularam queda superior a 90% em cinco dias, pressionando investidores e o mercado.

As medidas fazem parte de um plano de capitalização que inclui a conversão de dívidas em participações acionárias, com efeitos diretos sobre a liquidez e a participação de credores no capital da empresa, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que as ações da Azul caíram tão rápido

A principal razão para a queda foi o início da oferta pública de ações ordinárias e preferenciais feita pela companhia, como parte de seu plano de reestruturação.

Segundo comunicado da própria Azul, o objetivo da oferta é a capitalização da companhia por meio da “troca obrigatória de dívidas financeiras”, ou seja, parte das dívidas está sendo convertida em ações e os credores passam a ser acionistas.

Investidores reagiram à diluição esperada e ao volume da operação, que reduziu o valor atribuído aos papéis em negociação na bolsa.

Detalhes da oferta e números que explicam a pressão

A operação resultou em uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações, segundo a empresa, e para viabilizar a emissão foram emitidas 723,9 bilhões de ações ordinárias e o mesmo volume de ações preferenciais.

As ações foram colocadas à venda em lotes de 1 mil e 10 mil papéis, o que elevou a oferta disponível e ajudou a explicar a forte queda observada na cotação.

Recuperação judicial, aprovação nos EUA e próximos passos

A Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos em maio do ano passado, em meio a dificuldades ligadas à pandemia e pressões macroeconômicas.

Em dezembro, a Justiça americana aprovou o plano de reorganização da companhia, e a empresa afirmou que “Essa decisão reforça a consistência geral da reestruturação proposta, permitindo que a companhia avance para as próximas fases de implementação”.

A expectativa da Azul é concluir o processo de reestruturação ainda neste ano, enquanto o mercado acompanha os efeitos da capitalização sobre o controle acionário e o balanço da empresa.

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