Acordo de paz Ucrânia Rússia: cúpula trilateral em Abu Dhabi mira Donbas, documentos ‘quase prontos’ e garantias de segurança dos EUA

Na cúpula de Abu Dhabi, as negociações pelo acordo de paz Ucrânia Rússia colocam o Donbas no centro, com EUA mediando garantias de segurança e textos considerados “quase prontos”

Equipes de Washington, Kiev e Moscou iniciaram a primeira reunião trilateral inédita para tentar finalizar a guerra, com foco na definição do controle do Donbas, a última questão pendente entre as partes.

O encontro técnico em Abu Dhabi não reúne, por ora, os três presidentes, e tem à frente delegações que devem testar fórmulas de cessar-fogo, garantias de segurança e termos territoriais.

As informações sobre a operação e as declarações de autoridades foram divulgadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.

Donbas, a questão central

O presidente ucraniano enfatizou que o tema da disputa territorial é crucial, dizendo, em coletiva on-line, “O Donbas é uma questão central. Ele será discutido no formato que as três partes considerarem adequado em Abu Dhabi, hoje e amanhã”.

Antes do início das conversas, o Kremlin reafirmou sua exigência de que a Ucrânia retire suas tropas da região, condição que o porta-voz Dmitry Peskov qualificou como essencial, ao afirmar, “É bem conhecido que a posição da Rússia é que a Ucrânia e as Forças Armadas ucranianas devem deixar Donbas. Esta é uma condição muito importante”.

Peskov ainda mencionou uma suposta “fórmula Anchorage” como caminho para uma solução pacífica, em aparente mensagem dirigida também aos EUA.

Documentos ‘quase prontos’ e garantias americanas

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que os textos para encerrar o conflito estão “quase prontos”, após acordo com o presidente dos EUA sobre garantias de segurança que os americanos forneceriam no pós-guerra.

A negociação entre Zelensky e o presidente dos EUA, realizada à margem do Fórum Econômico Mundial em Davos, durou cerca de uma hora, e tratou, segundo relatos, do fornecimento de equipamentos de defesa aérea e de parâmetros para segurança futura.

O papel dos Estados Unidos como provedor de garantias é central para o avanço do acordo de paz Ucrânia Rússia, e as conversas técnicas em Abu Dhabi têm justamente o objetivo de transformar esses entendimentos em cláusulas negociáveis.

Contatos diretos e sinais de avanço

O enviado especial do presidente Trump para a guerra da Ucrânia, Steve Witkoff, realizou uma reunião com Vladimir Putin em Moscou na noite anterior à cúpula, em busca de avanços nas negociações.

Witkoff resumiu a situação com a expressão, “falta apenas uma questão entre Ucrânia e Rússia”, indicando que as partes podem estar próximas de um consenso, embora não tenham sido divulgados todos os detalhes.

O presidente americano também sugeriu otimismo, ao dizer, “Terminamos com oito guerras, e acredito que o fim de outra esteja vindo muito em breve”, frase que repercute enquanto delegações avaliam termos práticos do acordo.

Desafios e próximos passos

A principal dificuldade permanece a disputa territorial, já que a Ucrânia afirma que é inaceitável ceder áreas ainda sob seu controle, enquanto a Rússia condiciona o fim do conflito à retirada de forças ucranianas do Donbas.

Na cúpula em Abu Dhabi, comandada tecnicamente pelo almirante Igor Kostyukov pelo lado russo, as equipes terão de transformar compromissos políticos em textos detalhados, que depois poderão ser validados por líderes.

Se as partes conseguirem avançar em cláusulas sobre o Donbas, garantias de segurança e mecanismos de fiscalização, o caminho para um acordo de paz Ucrânia Rússia pode se tornar mais claro, mesmo diante de impasses difíceis e da necessidade de concessões de cada lado.

O desenlace dependerá das negociações nos próximos dias em Abu Dhabi, e do grau em que os envolvidos aceitarem compromissos, conforme informação divulgada pelo g1.